sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
Era para ser mais uma conversa entre amigos...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
The Moody Blues - A Question of Balance
"Question" tem uma intro acústica (na linha de PIMBALL WIZARD do Who) com ataques de mellotron, coros e o baixo tem uma linha muito boa (que me lembra loucamente a o tema do Spectreman); "How Is It (We Are Here)" é guida pelo baixo e vocais intimistas, o mellotron faz a moldura do arranjo; Já "And the Tide Rushes In" nos apresenta um som mais sutil, quase celestial. A percussão e guitarras estão distantes; "Don't You Feel Small" tem um clima mais tribal, com vocais soturnos, desbancando num refrão que lembra The Mamas & the Papas; Em "Tortoise and the Hare" o baixo raspa no "metal"(muito levemente, mas tem um pouco da pegada), os vocais declamam ás frases como se estivessem lendo um conto de fadas. O mellotron e ás guitarras aparecem em momentos certeiros; "It's Up to You" é boa e com algumas ideias interessantes. mas me soa tão blasé, uma boa canção, mas acorrentada ao estilo rock anos 60/70; Voltamos aos vocais em coro com instrumentais minimalistas em "Minstrel's Song", tão simples que beira a uma cantiga de ninar; Com os acordes banhados em nostalgia, "Dawning Is the Day" tem uma melodia que gruda e um dos melhores refrãos do disco; "Melancholy Man" é a tristeza em formato de música, o vocal contido na moldura de azedume da progressão de acordes, beiram a um tom fúnebre; Em ares de despedida, "The Balance" temos a costumeira poesia declamada que culmina num belíssimo refrão.
Da discografia da banda, esse é o menos lembrado, já que a banda se consagrou em ser um proto-Prog e seus discos anteriores cabem mais no estilo. Mas do ponto de vista de um "álbum", para mim esse é o disco mais forte deles. Onde os compositores se preocuparam em criar boas canções e não apenas mais um disco do Moody Blues com suas velhas formulas.
sábado, 13 de novembro de 2021
NeverDead - Uma simplicidade complexa
Cada vez mais vejo que devo ler resenhas com o pé atrás, se fosse pela opinião dos "entendidos" da indústria, nunca jogaria este jogo. Há nove anos NeverDead foi considerado um dos piores jogos de 2012, considerado um shooter genérico e com uma mecânica quebrada. E não vou negar que por causa dessa fama, perdi várias chances de jogar ele, mesmo curtindo bastante o conceito e visual do game.
Vamos pela historia que é o mais simples, nosso protagonista Bryce (um mix de Wolverine, Deadpool e Ash do Evil Dead) é um caçador de demônios que foi amaldiçoado com a imortalidade pelo Rei Astaroth, agora nos tempo atuais ele trabalha com a NADA (uma agencia que combate invasão demoníacas) junto com a sua parceira Arcadia. Não é uma baita trama, mas serve de motivação para finalizarmos o jogo.
A trilha sonora foi acusada ser apenas um pastiche de "New Metal", Mas sinceramente, é bem diversificada. Temos: metal, rock, industrial, ambiente e pasmem, J-pop! Obvio que os temas são muito mais calcado em guitarras pesadas e sons eletrônicos, mas bem longe de ser o festival NEW METAL que foi rotulado. Bem, se duvida, basta procurar no Youtube e conferir...
(para mim é um dos pontos altos da trilha...)
Para um jogo considerado "mediano", temos bastante detalhes nos cenários e cutscenes. ás arenas de cada fase, praticamente tudo é destrutível (podendo ser usado como vantagem pelo jogador) e bem variado. Já as cinemáticas tem um qualidade muito boa de enquadramento e iluminação. E mesmo que seja um jogo voltado para o mercado americano, tem um quê nipônico na interpretação dos dubladores e nos trejeitos do personagens.
Agora sim, vamos ao que é complexo no jogo e que depois de ver mil reviews. se nota por que o pessoal detonou NeverDead: O gameplay parece ser simples, mas na real requer certa habilidade e paciência.
Temos duas opções de combates armas de fogo e espada. A primeira, Bryce utiliza duas armas controladas pelo jogador individualmente, uma no R1 e outra no R2. O que parece meio inútil no inicio, mas depois se nota genialidade da jogabilidade. Podemos por exemplo: "usar a metralhado nos inimigos de longe e espingarda para inimigos próximos". E eu demorei um tempo para me ligar nisso! Ou seja, isso nos dá "n" maneiras de enfrentarmos as situações que se apresentam no game, não é apenas atirar e limpar uma área, o jogo obriga o jogador a pensar e criar estratégias para passar de level. A segunda forma é a espada, essa no inicio é a mais eficiente forma de vencer os demônios, já que começamos apenas com ás pistolas. Mas, ela tem jogabilidade estranha (muito puxada dos momentos "katana" do Metal Gear Rising, que estava em produção na época...), Bem, pressionamos o triangulo para mudar de arma, para empunharmos a espada usamos L1 e atacamos com o R3 (analógico) para desenharmos o padrão de ataque. Não vou negar, que é interessante, mas não exatamente pratico e fruído nas batalhas. E na real você se acostuma com o tempo, mas achei caído não ter uma opção mais "normal" nos menus.
Agora a mecânica de desmembramento que diferencia NeverDead dos demais, podemos perder nossos membros e até a cabeça, com isso temos que recuperar cada membro, ou podemos regenerar (mas isso tem uma limitação de tempo). A ideia tem seu charme e momentos hilários. Mas com certeza é uma jogabilidade que se você for com a mentalidade de jogar um 3rd Shooter, DMC, ou GoW, certo que você vai se frustrar bastante! Caso estiver no modo "ARMA" a moral é movimentar bastante e sempre recuperar seu membros a cada porrada, no modo "ESPADA" a dica é sempre atacar, mas estar esperto para o ataque dos inimigos, esquivar e contra-atacar. Em geral todos são bem telegrafados e mole de desviar. Ou seja, não é só atirar e fatiar sem pensar, precisa de um pouco de "tutano" e caso não se ligue. Bem, a experiência vai ser bem amarga... Além disso usamos a mesma mecânica em alguns quebra-cabeças bem simples, mas que dão uma quebrada na intensidade dos combates.
Mas só isso não é o suficiente, por que mesmo com tudo que disse acima, se o jogador não dar bola para o sistema de habilidades, você esta criando um modo HARDCORE de bobeira. Com o xp que colhemos a cada fase, compramos certas habilidades que facilitam muito a nosso vida. Esta tendo tendo problemas com mira dispersa? Tem perks de controle, que deixam a mira muito mais precisa e além de unir elas em uma mira (cara, isso devia ser padrão). Curte usar mais a espada? Tem perks de mira automática, ou que aumenta o dano e alcance da lamina. É tempo todo desmembrado? Tem perks que facilita o rolamento enquanto esta desmembrado/decapitado, aumenta frames de invencibilidade, slomotion em esquivas, esquiva automática em momentos de perigo (sério!), agilizar a barra de regeneração e até um que anula o desmembramento! (esse demora para liberar, mas tem a opção e na real tira um pouco a moral do jogo...).
Vi críticos falando que o sistema de upgrade era praticamente nulo e desnecessário. Sério isso?!?! Ás vezes me questiono se esse pessoal realmente joga o jogo todo. Por que na real seria a mesma coisa, que dizer ás armaduras em Dark Souls não tem diferença nenhuma, uma da outra...
Os chefes tem suas vulnerabilidade que pode-se usar o ambiente, ou o sistema de desmembramento. Um boss bem legal é que você arranca seu braço e joga na boca dele, assim você mantem atirando dentro do estomago dele, que expõem onde deve se atirar no lado de fora. Outro você usa portais para atingir o chefe. No geral o chefes são sussa, mas pecam por ter muitas fases, com os mesmos pontos fracos entre elas e ás batalhas serem meio monótonas.
Obvio, esta longe de ser um game perfeito. A variedade de inimigos é bem escassa: temos Demo "doggies" (com a variação explosiva), "aranhas guilhotinas" (com a variação metralhadora/lança-granadas), "louva-deus trapadeiros" autobots e "anjinhos" snipers! Alguns chefes também viram inimigos comuns...
Mas para mim, a minha maior nêmeses eram os Grandbabies (tem variação elétrica e fogosa), um tipo de bicho que fica dando voltas na áreas e engole seu membros (caso não recupera antes) e se pegar sua cabeça, vem um QUICK TIME EVENT chato pacas e o que para mim (e minha super habilidade) era game over certo. Ok, tem sentido, por que o cara é imortal e tem que ter algo para para-lo de vez em quando. E vamos ser sinceros, os checkpoints são bem generosos e os loadings quase inexistentes. Mas quando estamos quase vencendo um chefe com "n" fases e esse diabo ti pega no último pingo de vida do boss e você falha na QTE. E tem que fazer tudo de novo, é sacanagem! E umas das poucas coisas que concordo com a critica, o jogo é deverás repetitivo (por mais que tenha jogabilidade diferenciada), é no geral sempre a mesmas coisa com poucas variações. Com certeza o game se beneficia se jogarmos com moderação.
Finalizando, NeverDead não é um jogo para qualquer um, ele lembra um pouco os jogos da From Software (claro, bem mais acessível). O Jogador tem que estar aberto a entender seus sistemas e planejar suas estratégias com base nas habilidades selecionadas para ás situações. Não é um "AAA", mas também está bem longe de ser um jogo medíocre, ou candidato a pior jogo do ano. E notasse que os programadores realmente se esforçaram em fazer uma IP única e com um grau de atenção que nem jogos atuais tem. Caso tiver interesse em algo diferente do marasmo de franquias que copiam uma da outra, NeverDead pode ser uma opção.
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
Yiaba: Ninja Gaiden Z - Problemático, mas de longe não é tão ruim quanto a você pensa...
Muito das notas no lançamento do jogo, revelam o quanto a "critica" especializada não entendeu que Yaiba é para ser um spin-off bem zoeiro da franquia Ninja Gaiden. Reitero: SPIN-OFF, traduzindo pode fazer o quiser sem se preocupar com a cronologia original. O jogo é maravilhoso? Olha que no que se propõem faz muito bem, mas infelizmente peca em alguns pontos e tem bugs que atrapalham a jogatina.
A historia é puro filme B, com direito a piadas de baixo calão (nada tão ofensivo, mas vai da tua sensibilidade), referências e Gore. E sim jogamos com o vilão, não anti-herói e sim o cara mau, que só liga para vingança e ponto final (mesmo assim, temos uma reviravolta no final). É boa a trama? Não, longe disso, mas para o clima do jogo a narrativa segura bem a galhofa do roteiro.
Os gráficos, eu curti pacas o cell shaded, o único porém, é que a palheta de cores esconde o Yaiba no meio da horda, não é seguido, mas acontece e ás vezes ti mata de bobeira, por que você não sabe onde o personagem esta! Mas em questão de arte, é bem legal. Ás cutscenes mantém a ideia de quadrinhos com direita bordas e tudo mais, ou seja mais fora da saga impossível. Detalhe, a edição física do jogo vinha com uma mini-hq, com uma qualidade bem boa até. Pena que uma copia "usada" em geral é difícil de achar completa e pagar quase 200 conto para uma copia "lacrada" do jogo, nem f%d3nd0 vale o investimento!
O gameplay é básico, três botões de ataque, um de esquiva e um de defesa/contra-ataque (de projeteis). Sem contar o botão de pegar zumbas (ou armas). Os combos são mole de fazer, mas não exatamente precisos. Ainda temos momentos "PARKOUR" automáticos, mas ao mesmo tempo não. E que no geral era o que mais irritava no jogo, ainda mais em momentos que o jogo teimava em bugar e me matava, me fazendo repetir direto. A dificuldade no geral é justa, ainda mais se o jogador se der o trabalho de procurar os upgrades de vida e resistência (fogo, eletricidade e ácido) nos cenários. E upar sempre o Yaiba quanto dar level up. E não esqueça de executar os inimigos para conservar a barra de energia. Se não, você estará criando um modo HARDCORE sem querer, e convenhamos a dificuldade já é alta.
O que incomoda é que algumas sessões e chefes, tem uma forçada f0d4 na dificuldade artificial, pondo muitos sub-chefes além dos minions. E nos chefes, n fases que se você morrer, vai ter que jogar TUDO de novo! O último Boss tem 5 fases! Uma mais que chata que a outra... Mas tem certos porém, se o jogador prestar a atenção, verá que tem certo atalhos, ás vezes é executar algum inimigo para ter uma certa vantagem, ou seja ás "armas" (de fogo, eletricidade e ácido) que dizima mais fácil algumas hordas e ponto fracos de chefe, mas mesmo assim tem momentos muito frustrantes. Dica, jogue esse jogo em doses homeopáticas, se jogar direto é QUIT RAGE certo!
Mas agora a sacanagem suprema, é os bugs. Temos comandos que não aparecem na tela nas "QTE"s, o "parkour" ás vezes simplesmente não funciona e o Yaiba sumindo no mundo. Isso sim, é para jogar o controle na parede. Os loadings são longos, quase 1 minuto, o que não é nada demais, há não ser que você morra seguido, aí começa a ser um problema. Estranhamente nas alas "Parkour" o loading é instantâneo (por que?!!?). E em alguns cenários a câmera ti sacaneia, mas é bem menos do que eu esperava...
Agora dizer que o jogo é 2/10, ou 3/10 é sacanagem?! É que nem falar mau da parte técnica do TLoU2 por que não gostou da estória. Resumindo, os reviews (até os atuais) são extremamente injustos com o jogo. Muitos se prendem no que o jogo é Ninja Gaiden, o que na real não é e nem tenta ser. Já joguei games in-jogáveis e Yaiba esta bem longe disso. É uma diversão passageira e sem muita profundidade? Sim e se você embarcar na zoeira pode até se divertir. Se não, tem a trilogia original (e também a antiga) que pode re-jogar!
domingo, 17 de outubro de 2021
Bom clone do jogos do Batman, possivelmente um dos melhores jogos da Marvel
O jogo no geral se divide em COMBATE e EXPLORAÇÃO: No gameplay de combate é praticamente o mesmo com o adicional do escudo. Mas falta a suavidade de conexão dos combos entre o personagem e inimigos que o jogos do "Bat" faz tão bem, tipo se sente que falta algo. Mesmo assim é bom sistema, mas leva mais tempo para se pegar. Já o escudo é muito tri lançar ele livremente, mas quando tem que se mirar ou rebater os projeteis dos inimigos, achei nada intuitivo e foi umas das coisas que me frustrou bastante, mas graças a Ala, raramente são os inimigos/momentos que ti obrigam a usar apenas esse esquema, sendo possível vencer na porrada. Outro detalhe são os "quicktime events" que tem entre alguns inimigos específicos e chefes: É péssimo, passa rápido demais o comando, gera muita tentativa e erro desnecessária e é chato pacas; Já a exploração tem um porém. Primeiro: bizarro como tem coisa para achar, chegando ao ponto de ter um ao lado do outro na mesma sala! E cara, é muita coisa, cedo ou tarde você acaba nem dando mais bola... Outra, que o sistema "detetive" é horroroso e escuro demais e com tempo limitado (por quê?); Além disso, uma coisa que fazemos bastante no jogo, são os momentos de "parkour" automático, onde apertamos o "x", no geral é de boa, só que volta e meia ele resolve não funcionar, ou o comando simplesmente não aparece. E alguns desses itens requer ter que ficar fazendo essas acrobacias, então desestimula um pouco. Isso que consegui pegar quase tudo e nem estava realmente tentando e libera quase nada que realmente valha a pena...
A estória é bem "meh", se limita ao Capitão tentando resgatar sua trupe das mãos do Zola, tem alguns personagens como "Von strau-sei-lá-Quem" (o cara é tão esquecível que não lembro o nome... É o Garra do Inspetor Bugiganga alemão!) Madame Hydra (persogem bem legal), menções ao Barão Zemo (mas ele não aparece) e o Caveira Vermelha. É bem HQ dos anos 40, é legal, mas nada demais. Falando sobre o mundo temos uma liberdade, melhor mundo aberto, tipo Asylum Arkhan, podemos desviar das missões principais em busca de itens e áreas diferentes, com adicional de um atalho pelos esgotos (esse lance me lembrou bastante os dois primeiros Dead Rising). A trilha sonora é bem boa e mantem o clima heroico...
O gráfico é bom na modelagem do Capitão e principais personagens, já os cenários são ok. Agora o Framerate sacaneia bonito, se fosse algo assim de vez em quando, beleza. Mas não, é direto, ás vezes em áreas sem inimigos, quase 70% do jogo é assim, depois dá uma melhorada. Bem, eu acho... Por que até agora me pergunto se melhorou, ou fui eu que me acostumei?!
Bem, se curte os jogos do Batman da série Arkhan é um jogo mais que indicado, mas esteja ciente que o framerate constante pode incomodar no inicio e no geral é um jogo que mais "Passa-Tempo" que algo que nos faça voltar a ele com o tempo.
domingo, 3 de outubro de 2021
É um "cover n' shooter" mais básico e sem graça que se possa ser. A ideia de se passar no futuro é boa, mas conseguirão a proeza de deixar tão "meh" e genérico que dá pena.
A jogabilidade é padrão, mesmo que a precisão da mira deixe muito a desejar (nem ajustando nos menus melhora). O sistema de cover é bem fluido e dinâmico, realmente muito bom, até é triste de pensar que é melhor parte do jogo. Tem algumas sessões "on rails" de automóveis, de longe são ás piores partes do jogo, ainda mais com a falta de precisão das miras (prepare-se para morrer várias vezes sem entender por que...). A variações de inimigos é bem repetitiva, se resumindo três robôs: "vespas" (um robô alado), "aranhas" (um robô levemente maior) e duas variações dos "exterminadores" que são exatamente iguais, isso nas partes de "tiro livre". Nas outras sessões temos os mesmo inimigos mais a "moto" exterminador e uma nave. A IA tudo modo KILL, KILL. Traduzindo não fraqueiam e nem usam táticas. Mas o maior problema não é os controles, mas sim a IA dos seus companheiros. Se o jogo me permitisse apenas matar e passar áreas, seria ótimo. Mas alguns inimigos necessitam de cooperação e tipo os seu companheiros atirarem nas maquinas ajudaria. Ou quando exige alguma estratégia, tipo a "aranha" que tem o ponto fraco especifico nas costas, mas infelizmente só enxerga o JOHN CONNOR e nenhum dos seus colegas pensam em franquear ela e mandar bala... O que ti obriga a ficar se desdobrando pelo cenário para deixar o inimigo "alinhado" aos tiros da sua equipe! Não uma vez, mas sempre que não temos um lança-granadas ou lança-misseis (alias, uma dica, sempre tenha uma dessas no inventario de (2) armas, para não passar raiva). Falando assim, notasse que jogar em coop é a melhor opção, mas só tem local então...
Os gráficos são OK para a época, já os modelos do personagens e animações não posso dizer o mesmo. A ambientação é o que se espera de um mundo pós-apocalíptico: cidades devastadas cheio prédios tombados com a natureza tomando conta. Não tem muito detalhes, mas mantem o clima da franquia. Ás cutscenes são todas "in game", ou seja quase inexistente, mau feitas e curtinhas (ás vezes menos de 1min). De vez em quando tem um filtro granulado para enganar. Menos pior, mas mesmo assim...
A historia... Bem, é extremamente simples: John Connor numa missão, simplesmente se nega a deixar três soldados para trás, desrespeitando a ordem de seus superiores, ele (+ sua companheira que esqueci o nome) parti em uma missão suicida para salvar essa equipe. É isso aí, tipo Kane & Lynch 2 de tão ralo o enredo, mas só sem o carismas dos protagonistas. Há e esta legendado em português, algo raro pra época de lançamento, mas sem estória... Quem se importa!
Ironicamente devido a sua dificuldade de se achar nas lojas BR, é um dos games mais caros do mercado "retro-gamer brazuca", com um preço absurdo que com certeza não vale a experiência (alias, como tem mídias de ps3 ultimamente valendo horrores e não valem isso). Não é um jogo horrível, mas é tão básico e esquecível que não vale investi mais de 50 "milão" nele, se pagar mais que isso... bem esta avisado.
sábado, 25 de setembro de 2021
Harry Potter and the Half-blood Prince (ps3)
Bem ou mal, é melhor jogo que traduz a sensação de ser aprendiz de mago, pelo menos dos jogos da franquia é o que mais se aproxima...
O gameplay é limitado a duelos, fazer poções e alguns "quebra-cabeças" pra achar o emblemas no "mundo aberto" de Hogwarts. Vamos por parte: o sistemas de MAGIA é praticamente controlado pelo analógico direito, inicialmente é bem chato, mas com o tempo se torna bem intuitivo e tem certo sentido (mais que nos últimos 2 jogos onde as varinhas eram praticamente armas!). O problema é que o analógico não é exatamente preciso (o que ás vezes irrita), mas nada que estrague a jogabilidade; Nos DUELOS temos os feitiços em ambos analógicos (em alguns encantamentos específicos) e esquivas nos gatilhos. E por incrível que pareça é bem divertido, ainda mais que tem como controlar (na maioria das vezes) a estratégia da batalha e parece muito similar aos filmes; Já nas POÇÕES os controles pecam um pouco, com o "x" seleciona (e solta) os itens, com o analógico "esquerdo" se direciona pra panela e o direito vira o conteúdo dos mesmos, ou se os agita pra ter algum efeito antes de por o ingrediente na poção. Nas poções simples: beleza, mas nas mais "complexas" e que tem que "agitar" mais de um item... Nossa fica muito chato... Mas vou ser o sincero, o jogo tem um sistema que vê se o jogador esta tendo dificuldade e vai aumentando o tempo conforme falhamos demais, então é mais um inconveniente temporário, mas no geral é bom e vou assumir que tem um pouco de fator aditivo; Já o "MUNDO ABERTO", ele é OK enquanto estiver fazendo a estória. Mas depois de concluído fica bem maçante, por que na real não tem muito o que fazer além de caçar emblemas e duelar alguns magos "bullies". Mas no quesito de ti por no mundo de Hogwarts na questão de visual, faz a sua parte. Só não espere um GTA5 de interação.
Os gráficos para a época (e relevando que é um game pra promover um filme) são bons no geral, principalmente os personagens (com exceção da Hermione e Dumbledore), as animações deixam a desejar, mas as CGs estão boas.
A trilha sonora é muito boa (até mais memorável que a do filme), pena que ela fica praticamente muda se não estivermos em missões.
O que atrapalha (principalmente pra quem não viu o filme) é a estória, ou melhor a falta dela. Ás CGs e diálogos in game é tão aleatório e terminam do nada (final incluso) que quem não é "fã" e pegou de gaiato o jogo não vai entender nada. O que na real não afeta muito o jogo, já que esta mais para um "simulador de bruxo" que uma campanha que segui o filme, ou expande o mundo de Harry Potter.
Finalizando é bom jogo no que se propõem, mas peca por ser repetitivo demais (caso você queira fazer tudo) e ao mesmo tempo é o melhor jogo (que eu joguei) que emula como ser um mago. Longe de ser perfeito, mas pegando a época e os motivos do game existir, o jogo tem seu charme e vale a pena jogar.





