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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Era para ser mais uma conversa entre amigos...

 


- Se lembra de como antigamente, todos tínhamos tempo para não fazer nada e filosofar sobre a vida? Mesmo que pouco soubéssemos sobre ela...
- Se lembro... Tempos onde ás pequenas trivialidades eram nossos problemas.
- Falando nisso, como foi seu ano?
- Olha tirando o azar, até que foi um ano tolerável...
- Azar?
- Bem, onde posso começar...
- Do começo, depois vá para o meio e termine no final.
- Haram, citar Alice no país das Maravilhas é tão 2009...
- Força do habito.
- De qualquer forma, voltando... Comecei o ano com a promessa da mão que me alimenta que não ia perder o meu pão, o que já não era um bom sinal. Além disso, já de largada em janeiro meu Marsupial siberiano fica doente, o que me custo uma boa mordida no meu já limitado salário de protestante. limitado muito por culpa minha, tenho que assumir... Malditas bolachas sonoras e vídeo jogáveis a motor que sugam minhas verdinhas...
- Verdade, mas o que seria da vida se não alimentássemos nossos parasitas nostálgicos? Uma vida fadada a rotina de boletos mensais e a estrutura canibal que caça qualquer ser com pensamento livre?
Uma vida deverás limitada, onde nunca exercemos a principal atividade da existência: Viver... Refletir...
- Lindas frases de efeito, se não lembrasse a mim mesmo no passado. Poderia até levar a sério.
- Talvez esse seja o problema.
- Que seria?
- Se levar a sério demais.
- Olha...
- Pensa um pouco, alias: Menos. Você passa tanto tempo procrastinando no futuro que esquece de procrastinar no passado. No geral uma vida feliz requer menos que os antepassados dizem.
- Ok, nonsense demais para o meu gosto atual. Voltando, em março me encontrava triste e entediado num emprego que costumava amar, mas agora devido a chacais elitistas, onde não entendiam que a filosofia de um clube "social" é juntar pessoas com gostos em comum e não criar círculos canibais.
- Bem, sabemos que intenções são como gatos.
- Por mais bizarro que seja a comparação, creio que entendo seu ponto. Continuando...
- Estamos no meio já? Por que, sabe é deverás maçante os devaneios de um animal maduro.
- Mal começamos, e nem esta na parte quando tudo desaba sobre mim...
- Podemos pular para essa parte?
- Não... Em abril eles decidiram...
- Eles quem?
- Os chacais elitistas.
- Ok, continue...
- Eles decidiram fazer o evento de observar voadores, mesmo sabendo que os custos espancariam os lucros. E se cansassem não teríamos nem como nos manter no milênio. Tentei argumentar meios de amarrar ás pontas e conter sangrias. Como não deu certo, passei para o boicote em peças chaves da operação. Pouco depois disso fui avisado que iriam me desplugar das asas, para ser mais delicioso seria um processo lento e silencioso. Além de me sentir traído, mesmo que meu orgulho negasse o tempo todo, tive que jogar a pelota basca conforme o clima: quente, mas com pitadas de frio. Em maio sai do que foi minha vida nos últimos 2190 dias. Sem nenhum prospecção de futuro e rendas limitas por seis ciclos.
- Deve ter sido duro, mas isso acontece século sim e século não. Sabemos que a permanência é traidora, então...
- É, mas mesmo assim...
- Além do mais, você mesmo disse que estava cansado dos chacais. E pelo pouco que ouvi, ou me interessei. Ta com cara que eles não vão sair de lá tão cedo. Então a sua derrota era só uma questão de tempo, antes perder cedo que falhar precocemente.
- Se for ver por esse ponto, bem... No meu tempo sendo alimentado pelo governo, decidi que iria sugar até a última gota, mesmo que isso fosse desagradar algumas das almas que se "importassem" comigo. A única pessoa que importa me apoiou, mas resto... Agiu como o resto.
- Uma hora o imperador fica nu. No caso imperadores... ou, deixa assim!
- Exato, no inicio foi legal não ter nenhuma obrigação e de certa forma ter o luxo de descansar. Mas sem ninguém para conversar, além das paredes... Me entreguei aos prazeres mais baixos e mundanos, onde a complexidade encontra a molduras do abstrato.
- Não esta falando...
- Sim, estou...
- Mas você sabe que é um caminho sem volta, ainda mais com seus flerte passados deveria estar mais consciente.
- Foi mais forte que eu, de certa forma o ROCK PROGRESSIVO me salvou.
- Não o bom gosto, mas se lhe convém...
- Mas isso não seria o suficiente para minha próxima provação: Meu mangusto nortista ficou doente, passando a pouco se alimentar e definhando aos meus olhos. Todos letrados não sabiam o que poderia ser, e tentamos por semanas a fio reanima-lo. Mas por fim tivemos que deixa-lo e isso me matou por dentro.
- Além dele, na real seria literalmente... Hã, é...
- Durante esse período, estava com o habito de bebericar aguardente com sal, para ás noites passarem mais rápido, onde via a retro-tela acompanhado da minha ancora. Com o passar do tempo vi que isso era uma atividade que não poderia aturar e muito menos sustentar e cortei qualquer vicio.
- Tem noção que estamos num bar?
- Sim, completamente. Minhas reservas foram sugadas pelas despesas mestras, mas pouco podia fazer além de culpar o passado, rastejar no presente e não olhar para o futuro. Em alguns meses consegui um curso de tempestade em placa mães, a principio foi na renomada escola com o passado glorioso, que na real é apenas uma fagulha do que era. Infelizmente só descobri isso depois de estar nela. Resumindo: Em pouco tempo tinha perdido o animo e me encontrava de novo em meus vícios.
- Tenho impressão que não vamos ter um final feliz...
- Aos poucos vi que a minha vida estava tão afundada no meu ganha pão, todos os amigos que eu achava ter haviam me

quarta-feira, 5 de maio de 2021

O pior jogador da franquia Souls e por quê isso pouco importa.


 Essa saga sempre foi algo que evitei, mas nos últimos três anos me deixou fascinado (ou com um a "mania" como diria a Toupeira no conto do Sr. Sapo), muito por culpa do Bloodborne por juntar elementos de Londres do século 18 e Hp lovecraft. Pra mim a junção desses elementos foi impossível não aproveitar um saldão da PSN e pegar o jogo.

Sabia de "dificuldade elevada", que na real é meio nada ver já que o jogo é bem justo e um dos poucos que quando sofro uma derrota, não culpo ele. Em geral é uma mancada minha. Mas não jogo ele para vencer os desafios (até por que na real, sou o pior jogador possível, estressado e sem paciência) e sim pela ambientação, pela estória que emula o quanto o mundo em que vivemos é indiferente a nossa presença e quando morrermos estamos fadados ao esquecimento, que as nossas realizações significam muito mais para nós que para terceiros e que deveríamos acima de tudo valorizar as pequenas vitória. Também o quanto a ganancia de um individuo pode condenar a todos, o quanto todos nós temos sede de poder e bancamos os bons samaritanos enquanto estamos na casta baixa, mas assim que ascendemos, (em geral) temos a tendência de sucumbir as tentações de de se achar um ser superior. Nossa quanta filosofia "vazia" tirada de um jogo...

Gosto do conceito dos "vazios" do Dark Souls 1, por um lado fala muito sobre a (minha?!) depressão o quanto podemos sempre tentar depois de cada queda e que não é o fim do mundo uma derrota. Mas alguns de "nós" não tem mais vontade de levantar, por que talvez pense que tem poucas chances de vencer e se deixa "esvaziar" da força de vontade, uma boa metáfora, tenho que convir. Acho que a minha experiência é muito mais o quanto o gameplay emula o quanto sou apreensivo a derrotas, enquanto vejo outros jogadores se atirarem de cara em aventuras aceitando suas consequências. Vou aos poucos e demoro muito mais tempo enfrentando cada inimigo e descobrindo cada caminho, depois de alguns dias já habituado a fase. Enfrento o chefe, caso o desafio seja muito alto (para mim), posso perder a "vontade" de jogar por uns dias. Não tenho ânsia (de alguns) de vencer, isso diz muito sobre mim e não é exatamente algo que goste. Bizarro notar que quando vejo um obstáculo, tomo tempo demais estudando e me preparando (muitas vezes em exagero). Quando finalmente retomo minha coragem, vejo que não era um monstro tão impossível assim e conquisto a vitória (geralmente de forma bem desleixada e pouco sigo meu plano). Mas ao mesmo tempo de felicidade da conquista, vem a apreensão de um novo desafio, e como se pode notar, não sou uma pessoa que procura desafios.

Mas ao mesmo tempo esses jogos que deveriam me repelir, me atraem, me pego vendo vídeos sobre Lore, guias e reviews. E aos poucos tento seguir em frente, ainda não virei nenhum deles, mas cada vitória me faz ver o quanto esses jogos falam da minha vida pessoal e quanto espelham minha relação com o meu mundo. O quanto ás vezes nós vemos em situações que apenas a escuridão esta a vista, o quanto podemos nos pressionar a sermos iguais ao aventureiros que aceitam suas derrotas e não sucumbem a ficar "vazios" (nem por alguns dias). Mas, se talvez levar um tempo para o autoconhecimento seja a sua forma de vencer os monstros, talvez você não precise ser igual a eles, talvez aqueles dias em que estivemos "vazio" serviu como um exemplo de algo que não queremos ser, mas talvez tenhamos pouco controle de revidar imediatamente, que uma batalha contra nós mesmo se apresenta na nossa cabeça quando encontramos os monstros, ou seja são dois inimigos para vencer e um deles nos conhece bem demais.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Tanto tempo atrás...


Vamos ser sinceros, a criatividade acabou há muito tempo. Não que eu não tenha ideias, mas... Cara, é difícil expressar em palavras requintadas o que sinto. Antes eu tinha o dom de escrever qualquer coisa e sentir que era especial, Hoje só tenho a sensação que me repito. Cada paragrafo parece que estou extraindo um órgão, mesmo agora me vejo coçando meus cabelos rasos e me preocupando como terminar isso, provavelmente não vai ter nem fim...

Acabo de terminar um ciclo da minha vida, entrei nos trintas e pouca coisa mudou, não isso seria mentir feio. Na real me casei, o que não foi muita diferença por que nesse relacionamento sempre me senti casado, só oficializei a sentença. Me livrei de todas minhas HQs, só mantive algumas que realmente gostava. Voltei aos hábito de jogar jogos e ouvir cds, por que tenho apreço por coisas mortas e que consomem tempo e dinheiro. Parei de ler loucamente, primeiro achava que era por preguiça, depois descobri que era um problema de visão e como sempre (graças minha fobia a médicos) posterguei minha vista ao oculista por mais de 3 anos! Bem, desde que comecei a usar óculos (e descobri que tenho a possibilidade ter astigmatismo, por isso tenho que fazer exame todo ano), tenho voltado a ler com certa frequência. Em questões musicais estou melhor, mais que esperava. Alias, fico surpreso como consigo traduzir quase qualquer som da minha cabeça em algum instrumento. Liricamente/vocalmente continuo razoável, bem talvez esteja levemente cantando melhor. Também aprende a programar a bateria eletrônica, o que deixa as composições parecendo mais  "musica"...   


Mas voltando a tema, realmente escrever é algo difícil, por que diferente da música, não tenho o mesmo foco. A música parece que se escreve sozinha ás vezes, requer pouco pensamento envolvido. Enquanto a literatura necessita de uma estrutura e talvez algum sentido Até parece que para melhorar em uma coisa, tive que sacrificar outra. Ou, talvez seja besteira minha...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Soundtracks e suas descobertas

Uma coisa que adoro em ouvir trilhas de filmes (principalmente dos ano 90). É descobrir aquelas bandas obscuras que lançaram apenas um disco ou single.
É incrível pensar que tantos artistas/bandas passam pelo nosso radar e não damos bola. Estamos tão enraizados em apenas ouvir o que gostamos, que raramente damos oportunidade a coisas novas.

Como um "músico" tive por um breve período uma banda que deixou uma ou duas músicas gravadas em uma dessas coletâneas de bandas independentes do RS (Realmente não lembro o nome do disco...). É legal pensar que daqui há 20 anos ou mais, alguém pode achar uma copia e talvez curtir. E aquelas faixas podem dar animo a essa pessoa procurar mais material da banda, que quase certo estará na internet (bem pelo menos no youtube ela acha algo, enquanto meu canal estiver vivo).

E é isso que me anima na música, há sempre coisas novas por aí. Antes para mim seria impossível pensa que estaria ouvindo trilhas do John Carpenter e ao mesmo tempo curtindo discos do Erasure​, pulando para ouvir ELVIS PRESLEY​ nas fases de 68 (onde ele estava no ápice da voz ao meu ver). Ao mesmo tempo desencavando trilhas de filmes que vi na minha infância (Batman Forever, Debi & Loide, o Pentelho, etc...), descobrindo coisas muito boas, mas que no geral, eu apenas vou ter um pequeno brilho das bandas, mas mesmo assim...

Então inspirado por esse pesamento, vim divulgar algumas bandas/artistas que sairão nessas trilhas e que talvez vocês curtam.


1 Green Apple Quick Step - Kid
Essa posso dizer eu descobri a trilha por causa da banda. Primeiro essa música só foi lançada nesse disco (ou singles e se pa BOOTLEGS). Alias nem vi o filme do disco (Eu sei o que vocês fizeram no Verão passado). Bem o que gosto da faixa, é a inocência que música expõem e o quanto a faixa é presa naquele clima final dos anos 90.


2 Eric Benét - True to Myself
Bem, todos sabemos quanto o filme do Batman & Robin é péssimo (quando eu era "guri" curtia). Mas a sua trilha tem algumas faixas muito boas. Essa tem um quê de anos 70 com Hip Hop. Eu que sou avesso a Hip Hop, curte bastante a melodias vocais e refrão pegajoso que fica na cabeça.


3 Deadeye Dick - New Age Girl
Essa é uma que sempre me lembra minha infância. Primeiro faz parte de um filme que até hoje me faz rir (para o bem ou para o mal). Não sei, deve ser o riffzinho sacana que permeia toda música e ficava perfeito com ás tiradas do filme.


4 The Sons - Too Much of a Good Thing
Essa outra que tem uma guitarra muito marcante, tem um refrão bem "meh" mas por alguma razão curto.


5 The Smashing Pumpkins - The End is the begnning is the end
Essa é uma meio obvia (não tanto quanto a próxima), mas nossa que riff e umas das últimas faixas antes da banda começar sua jornada a músicas cada vez mais sem alma.


6 U2 - Hold , thrill me, kiss me, kill me
Essa faixa junto com o clipe é uma coisa que jesuizo. O riff do Edge é o topo do ele pode produzir em matéria de peso e efeitos, a cozinha mantem uma cama para os vocais mansos do Bono (que é um baita vocalista em estúdio, mas ao vivo...). Isso me lembra um pouco meu irmão mais velho e por muito tempo evitei a banda exatamente por causa disso. Mas não tem como negar que no período de 91 á 97, o U2 fez baitas músicas.


7 Cracker - Get Outta My Head
Essa descobri agora, vem de um filme que curto, mas não lembro de ouvir ela nela. De qualquer forma, muito bom o estilo estranho dela. Me animou a achar o cd da trilha e escrever essa "crônica".


8 Flaming Lips - Bad Days
Essa tem um dos dedilhados mais tristonhos que já ouvi (que se fosse um "músico" sério tentaria tirar), com um clima meio caipira e por cima uns vocais ala desenho animado.


9 Southern Culture on the skids - My baby's got the strangery ways
Essa me lembra um cruzamento bizarro entre Elvis e Mojo Nixon.


10 - The Crash Test Dummies - mmm mmm mmm mmm
Ok, música ótima e com certeza uma das mais memoráveis da trilha e total anos 90 (se bem que curto mais a versão do Weird Al'). Mas... QUE TITULO É ESSE!?!?!?











quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Um ser bom e correto



Uma coisa ao qual tenho notado é que raramente escrevo como antes (com exceções de algumas esparsas resenha de jogos). Muito por que não sinto mais tanta necessidade. Talvez tenha gasto toda minha criatividade, quem sabe pouco tempo ou muito tempo gasto vendo TV (youtube hoje em dia pode ser considerado televisão né?)
.
Na real ainda tenho os mesmos dilemas filosóficos e minhas contradições, mas agora podemos dizer que com uma certa maturidade para lidar com eles e ao mesmo tempo um egoismo para manter minhas “soluções” para mim. Não que eu seja especial nem nada, sou tão “quebrado” quanto qualquer um e volta meia me vejo encarando minhas hipocrisias (e são muitas). Mas perde a “necessidade” de estar sempre me manifestando ao aparecendo na intricada teia social das pessoas, por que na real não creio que seja importante, eu não sou importante, eu não quero ser exemplo e nem bancar o Jesus dos bons princípios e um ser de decisões sábias. Por que eu não sou esse cara, sinceramente cansei de querer ser o “cara”, estou cada vez mais (na medida do possível) tentando ser em apenas ser eu. Seja lá o que isso quer dizer...
Muito do que escrevia tanto quanto ficção, ou opiniões vinha do fato de sentir que não era ouvido ou levado a sério. De estar a parte das pessoas e de toda essa baboseira social. Sem contar o fato de ter medo de me expressar diretamente, de falar e ouvir, principalmente ouvir o que não se quer ouvir. Antes me limitava a apenas estar a par do que me agradava e de quem me agradava. Com a vida “adulta” chegando tive que me adaptar, ver o geral, para de ser tão babaca e apenas achar que o meu lado está certo. Ainda acredito que existe o “certo e errado”, e sempre questiono pessoas que dizem que estamos vivendo numa época de várias “tonalidades de cinza”, ou seja, cada individuo é único e que o meio em que você nasce e se desenvolve afeta da sua percepção de “realidade”, mas isso não ti isenta da sua responsabilidade quando afeta outras pessoas. Estamos tão polarizados em apenas em pensar em nós mesmos, que mesmo o “justiceiros sociais” defendem causas que beneficiam aos ego deles. Hoje mesmo estava vendo uma noticia de um “protesto” de estudantes por causa uma proposta na camará para a passagem escolar ser apenas para alunos com a renda abaixo de três salários mínimos, achei viável e muito país podem se dar ao “luxo” de pagar ás passagens dos filhos. Mas na cabeça deles o estado tem que bancar metade das passagens dos estudantes, mesmo que não precisem e no final das contas todos pagamos no final (via impostos). Um assunto mais próximo, foi uma conversa que tive com um amigo há um tempo sobre pirataria, onde afirmei que com tantas empresas de Streaming e com preço acessível. Não há mais necessidade de se roubar. Ao qual ele disse que não gastaria por que tem filhos, contas, etc...
Isso me fez pensar, por que todo mundo acha que um terceiro elemento tem que resolver os teu problemas? Não foi a NETFLIX, nem o SPOTIFY ou a STEAM que engravidou tua mulher! Foi você, é tua responsabilidade deixar teus luxos de lado para cuidar da criança. E não justifica tuas atitudes. E tipo não sou santo, também pego “emprestado” material que não consigo por “meios legais”. Mas limito a apenas coisas que realmente não tenho como conseguir.
Mas hipocrisias a parte, eu não entendo por que todos acham que são a exceção a regra. Com qual cara você pode falar mau de políticos corruptos quando se pratica pequenas corrupções diárias?!?! Talvez seja uma forma de se recompensar pelas “injustiças” que acontecem contigo o tempo todo, e veja bem eu também faço parte disso. Tem ocasiões em que equilibro a balança a meu favor, mas no final do dia sempre fica um gosto amargo na boca. Ou seja, estou tentando ao máximo tirar essa tendencia nossa de ser a vitima e sim tomar as rédeas e aceitar que com minhas atitudes, vou ter resultados que nem sempre serão ao meu favor. Aceitar que nem sempre o certo traz aplausos, gratificações e adulação. E que é perigoso falar a verdade para quem não interesse nela.

E isso não é critica a ninguém, consigo me separar dos meus princípios e aceitar que não é para todos e na medida do possível tento entender meus semelhantes (creio que mais falho, que venço). Isso sim que é uma batalha, tirar da cabeça aqueles pensamentos: “Por que o fulano não fez isso desse jeito e não do MEU jeito... Por que EU sou um ser bom e correto e ele não. Por que ele não é como EU”.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Eu e minhas coisas imperfeitas


Na bagunça do meu quarto (ou nosso quarto, segundo minha esposa) encontro 'n' itens que traduzem um pouco da minhas personalidade: Pendurado na parede ao lado da minha (nossa) cama esta uma reconhecida guitarra Tonante Rei do anos 70 (creio eu). Vamos dizer que ela é no minimo peculiar. O braço é bem mais grosso e dificulta os acordes, a altura das cordas posso usar dois tipos ou alta estilo berimbau, ou bem próximas a ponto das cordas vibrarem e ficar batendo na escala. Ela é leve e tem um acabamento rustico. Quando a comprei minha ideia era tunar ela e deixar de certa forma “perfeita”. Mas assim que toquei senti que devia deixar ela assim. Não sei, mas ás imperfeições dela me conquistaram. No som fraco e baixo dos captadores tem mais personalidade que qualquer outro instrumento que já tive. Não é igual, é algo característico dela ao qual me afeiçoei.
Ao lado da minha mesa tem um TV de tubo que comprei para jogar um Megadrive. Na verdade antes dessa, tinha pegado um LG preta com a carcaça toda arranhada. Mas com o tempo a tela começou a “comer” a borda. Bem fui obrigado a trocar por uma da mesma marca, cinza bem menos arranhada, mas que a principio funciona perfeitamente. Mesmo que a tela dele tem um defeito, onde sai um “tecido” entre a tela e a moldura. Nada que atrapalhe me incomoda, mas acho que vou ter que conviver com isso. Uso ele mais para ver dvds, em sua maioria filmes antigos (Além da imaginação, Star Trek, Batman dos ano 60 e filmes de monstros da Universal...), diria que ela representa um pouco da minha nostalgia.
Logo acima dela esta minha TV nova e perfeita, isso até meu gatos derrubarem ela e agora ele ter uma rachadura característica na moldura, na parte direito superior, ou seja mais imperfeições na minha vida. Bem eu prende ela na parede, para derrubarem de novo os gatos terão que se esforçar um pouco mais e possivelmente vão conseguir.
Ao lado dela tenho umas prateleiras (onde ponho livros, jogos, hqs dvds e alguns “bonequinhos”) que instalei (junto com a minha esposa) que instalei a olho nu, ou seja mais imperfeições. Ela de longe parece milimetricamente perfeita, mas quando se vê de perto notasse sua personalidade torta. Pensando filosoficamente, é bem parecido com a gente.
Neste exato momento, estou ouvindo cds (sério). Uma tecnologia morta onde a maioria tem arranhões e suas capas estão em processo de envelhecimento. Como em sua maioria são usados, quase todos eles carregam ás chagas dos seus ex-donos.
E de forma imperfeita perfeito devo terminar esse "texto". não por ser estiloso, mas por não ter a minima ideia como terminar. Bem eu poderia desenvolver todo uma pseudo bbeseiro ao meu apego com a imperfeição, mas muita mão!


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Eu sou um compositor ou compulsivo?

Minhas músicas surgiram de forma gradual, muita delas no inicio mera copias dos meus ídolos, pedaços de acordes e tentativas de produzir algum som. Sendo um músico medíocre, nunca consegui tocar uma música inteira, sendo assim juntei minha arrogância e comecei fazer minhas músicas, se errasse ninguém se importaria mesmo... Mas mesmo assim, inicialmente só conseguia fazer o som, letras era algo difícil para mim, de certa forma tinha que se abrir bem mais do que apenas juntar duas notas e encharca em distorção. Minha adolescência sempre foi caótica e solitária, minha vida adulta não mudou muito, mas de vez em quando tenho meus momentos de luz. De qualquer forma música foi à válvula de escape que me manteve longe de uma navalha, além do meu orgulho. 
Conforme cresci notei que todos meus professores eram músicos frustrados, era muito depressivo (até para mim) e como Alan Moore já disse: “se eu não posso ganhar o jogo, não tenho por que competir”. Sendo assim desiste de professores (aprende muito pouco mesmo e sempre defende a tese que depois de se aprender afinar o instrumento e conhecer seus acordes o resto vem gradualmente) e de ser um músico.  Em vez disso comecei a desenvolver o que seria gravar minhas próprias musicas em mini-fitas cassetes (um presente da minha mãe) e fazer tablaturas num caderno (nada muito requintado). Então em plena idade de 18 anos, acumulava um total de 50 instrumentais, algumas boas que sobreviveram e outras que desapareceram, mas mesmo assim ainda faltava alguma coisa. Apenas tocar não era mais relevante, eu precisava me expor mais e principalmente expressar coisas que eu nem sabia que existia. Quando comecei a usar computador (eu relutei bastante em me atualizar, não sei bem porque) tomei coragem de usar programas e comprar um microfone vagabundo (Shire, imitação Paraguai do Shure). Eu tinha tanta vergonha das minhas músicas que botava a distorção no 1.000 e deixava meu vocal bem baixo, mas como eu estava na onda do rock alternativo o barulho de certa forma me dava segurança, ponto importante que nessa época eu joguei fora todas minhas composições  pré-18 anos fora , principalmente ás letras, lembravam uma época de paixonites adolescente que preferia esquecer. Como não conseguia fazer letras decentes me aprofundei na natureza de instrumentais e onomatopeias cantadas (existe isso?), algumas renderam canções tardias, mas grande maioria tinha aquela neblina de distorção e falta de direcionamento.
Num lance de brincadeira surgiu o “The Bear & The Military Men” entre a minha recém-admiração por canções folk. Inicialmente eu conseguia escrever letras, mas não eram completas e muita vezes apenas rascunhos incompletos. Em uma noite, mal dormida, me acordei ás 3 da manhã e digitei alguma coisa no meu celular, depois de algumas semanas eu acabei lendo a palavra e pondo no minha lista de prováveis nomes do projeto (o nome original não animava muito), das 10 o nome “ALulas” se destacou. Uma penca de pessoas me pergunta o que significa? Realmente não sei, acho que foi por isso que escolhemos esse entre os 10. O “AL” começou timidamente, com uma letra do Victor sobre uma piada interna dos nossos jogos de basquete e no cantor folk Cat Stevens. Tem um momento no show dele de 78 (eu acho) que ele fala: O que é esse grande sorvete no céu? Desse negocio eu adicionei o marshmallow e eventos apocalípticos numa viagem típica da nossa amizade de quase uma década. Assim nasceu o nosso “hit”, The Great marshmallow in the Sky, que no final nem teve nada a ver com a ideia original, mas de longe é uma que todo mundo gosta (não entendo bem porque).  Mas depois dessa, o interesse do Victor caiu e o AL ficou um tempo quieto, eu como esse doente que vive compondo fiquei no meu minúsculo quarto compondo esboços como “Happy Face”, “Dancing With The Grasshopper”, “To the Unknown” e assim por diante. Nos nossos jogos semanais eu mostrava ás demos e Victor voltou a se manifestar e lapidamos ás letras, que na real sempre foi a grande função dele no AL, ou seja, transforma minhas ideias e dar palavras certas ao que quero transmitir (o que nem sempre é fácil) e além do mais compomos algumas em parcerias. Querendo ou não o lance do humor lírico, não foi de proposito, mas nossa demência sempre nos puxava para esse lado, ironicamente ia mudar.

Assim feito tinha nove canções e mais algumas inacabadas, o primeiro disco ás gravações correram de boa, mas de certa forma meu parceiro de banda não tem o mesmo tesão que eu de “produzir” um pouco mais ás músicas, sabe o básico adicionar alguns elementos e dobrar vocais. No Love Nipples, ele tinha bastante paciência, mas aos poucos isso ia mudar e de certa forma fez o disco ficar só com nove faixas, por que se continuássemos gravando talvez nós teríamos matado um ao outro, provavelmente por isso ele até hoje odeie “Dancing With The Grasshopper” porque não via moral nenhuma em fazer todas aquelas bizarrices além de cantar. Falando em cantar. Eu sei muito bem que no inicio o Victor mais dublava que cantava, mas nunca me incomodou na real, sentia algo original que se pa nas minhas antigas composições faltava e pela primeira vez comecei a expor mais meu trabalho, foi o AL e o compositor/compositor Diego Medina que me inspiraram a deixar meus álbuns disponíveis na internet, na verdade o Medina me inspirou mais e o AL me deu a coragem de ver um projeto meu audível.
Mesmo com a encheção de saco de ambos, novas canções brotaram no período de natal/verão, agora eu estava muito influenciado por Beatles e total devoção ás letras de John Lennon, de certa forma compondo melhor, não tão dependente da muleta autoral do Victor e compondo mais como dupla mesmo, aquele lance de se juntar e ter uma ideia geral da letra em si. Dessa vez não tínhamos muito norte no que fazíamos, um dos meus erros foi querer fazer um hibrido do AL e meus projetos particulares, o que rendeu algumas canções legais, mas que de certa forma se perderam nas camadas de som que eu queria por, chegamos ao ponto de quase termos um terceiro elemento na banda, o que não deu certo. O cara tocava muito, mas não cantava e ás ideias dele eram muito longe da nossa orbita (no fundo acho que nasci para ser um instrumentista solitário). Então aos poucos coisas pessoais degastaram o disco que conseguiu ser menos que o primeiro com apenas seis faixas, que mixei depois de uns quatro meses por que estava com tanta raiva com o fim do álbum e da dupla que desenvolvi um projeto solo na linha do AL.
O nome do projeto foi inspirado pela namorada de um amigo, para ser mais preciso um comentário dele sobre ela. Enquanto ela dedilhava um violão e praticamente sussurrava uma letra de alguma cantora neo-folk que ela tinha me mostrado (ao qual não me recordo), ele chegou e pediu para ela cantar mais alto, conforme o pedido negado disse “Sinfonia de sussurros”. Em inglês fica mais legal, Whisper Symphony e esse nome grudou na minha cabeça. Em janeiro eu dissolvi o AL, muito porque o Victor queria se dedicar cada vez mais a sua namorada (logo eu também estaria na mesma situação) e como eu não tinha paciência de esperar muito, achei melhor terminar enquanto ainda a gente podia ficar de boa, das trinta canções apenas seis foram gravadas e ficariam num limbo por alguns meses.
O “Whisper” tinha um nome, mas não inspiração para render alguma coisa boa, mas conforme me apaixonei por alguma garota elas começaram surgir, de longe o primeiro disco é reflexo do que eu sentia com o relacionamento. A animação inicial, sexo, compartilhar ideias, assumir algo como seu, o medo de perder, ódio das manias e claro o inicio do fim (mesmo que o relacionamento não tenha acabado e continue se mantendo numa linha ténue de amor e ódio adicionado a total falta de compromisso).
Durante esse tempo editei o segundo do AL, Songs About Something Ep, desse “Summer Love” se destacou, em parte por causa de ser um dos poucos vídeos bons que fiz na vida e outra porque a música é tão louca e cheia de símbolos que é difícil não grudar na cabeça. A melhor citação que ouvi foi de um amigo foi que ela tem acordes demoníacos e outra que não é tão memorável, mas foi um comentário de uma pessoa alheia de que essa era a música “dela”, não me lembro de termos composto ela para alguém, mas mesmo assim, é legal...
Esse foi o puxão de eu e Victor trabalharmos novamente em algumas canções, com a lição aprendida no “Songs”, nosso lance era eu gravar todo instrumental em casa, fazer ás letras com o Victor e gravar os vocais depois.  O esboço original das letras foi meu e de longe é ás canções mais mal-humoradas que escrevemos. Muitas falando do meu relacionamento cada vez mais caótico e no fato de cada vez mais eu acreditar que vivia em algo que não deveria estar, mas ao mesmo tempo não quero sair (vish). Musicalmente é um bom disco, onde eu voltei a nossa forma original. Além do tema básico tem um pouco de humor negro em algumas faixas, mas no geral é um disco liricamente pesado, não que ache que alguém se importe com ás letras além de nós (ou talvez só eu), mas é bem depressivo ver como eu me sentia, ao mesmo tempo é o mais redondo desde o primeiro, o que me deu certo orgulho. Dai em diante eu notei que o AL é mais uma entidade que de vez em quando surge e cospe algumas canções e parei de forçar a barra e deixar rolar.
Eu poderia falar do Whisper e Devitto’s Dead ao qual gravei muitas coisas nesses quatro anos, mas vou me focar no que aprende e como formatei meu estilo de compor. Primeiro e mais importante não se preocupar se é bom ou ruim, não importa apenas grave. Cansei de ver que algo era bom meses/anos depois de ter gravado; Segundo, nunca sature demais, ou seja, quanto mais breve melhor, hoje condenso minhas ideias no menor formato possível; Terceiro sempre grave para si, não que opiniões não sejam importante, mas foda-se sabe. Eu não almejo sucesso, reconhecimento ou toda aquela babaquice, apenas quero fazer algo que sinta que seja puro e não deva nada a ninguém. Eu sei que é piegas, mas é assim que eu penso. Quarto, se você ama o que faz, invista em equipamentos, nada muito caro: Um microfone decente, uma mesa de som e obviamente instrumentos podem servir para traduzir aquele som de sua cabeça em algo real; Quinto isso é mais do lance pessoal, mas cara você vai morrer, mas graças a mãe internet, deixe seu material na rede, vai que daqui a 100 anos você seja igual aqueles músicos obscuros que são descobertos e tem algumas centenas de fãs, você vai estar morto, mas mesmo assim, a esperança de sua arte ser reconhecida mesmo que tardiamente, eu gosto dessa ideia...
Voltando ao AL, bem depois de três anos nos fizemos quatro canções que saiu num ep/ensaio chamado PapperCut, hã foi triste notar como estávamos enferrujados e ao mesmo tempo nesse eu quis me dedicar a mais musicar ás ideias do Victor. “Eu particularmente gostei de “Making Love With Death” e ”Befere It Hurts”, mas do resto vish... tão sem sal e sem inspiração. Há antes dessas, havia um ensaio de duas canções bem legais, ”Sea Song” (que provavelmente ainda vai ser gravada) e “Beggining” que por algum motivo estão por aí em demos e anotações de cadernos. Falando nisso o AL é o meu projeto que mais tem demos, esboços e letras alheias, mas pouco material gravado. Então provavelmente eu caio morto e não tenha posto tudo na rede.

Mas pensando no presente, onde estou me dedicando ao mix do novo do AL, teve alguns percalços, para variar várias músicas descartadas (que se juntam a mais de 30 canções não gravadas), letras depressivas com humor negro e a adição de dois instrumentos novos, não apenas voz e violão, alias não tem violão. O pouco que eu ouvi eu gostei, mas como meu gosto sempre foi meio duvidoso não confiaria muito.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Meu "EU" descrito porcamante por mim mesmo

Existem vários tipos de “Andrés” dentro de mim, não exatamente uma pessoa dentro de mim, mas sim personalidades. Uma mais interessante que a outra por sinal e ás vezes não. Bem, eu queria ser uma pessoa mais direta e menos confusa, preto e branco sem esses tons de cinza que sugam minha sanidade, mas fazer o que!

Tem o intelectual que adora banca o sabichão sobre qualquer coisa, muitas vezes inventando fatos; O mal-humorado que qualquer coisinha besta incomoda, onde todas as pessoas parecem ser tão idiotas, ondo tudo dá errado e parece conspirar contra; O tímido que foge das atenções de todos, não por que se acha superior nem nada, mas sim por que acha que ninguém devia perder tempo pensando nele, sabe... Ele não é nada demais e tem pessoas mais interessantes no mundo; Há o esnobe que acha que é superior a todos, os que não entendem não vê sua grandeza nesse mundo, mesmo com pouco espaço de vez em quando ele aparece para assombrar a minha cabeça; O neutro que prefere não se envolver e ficar na sua, procura paz de espirito na conveniência e no conforto: “ás pessoas e o mundo são assim por que tentar muda-lo?” Esse é seu lema; O intolerante que não entende por que tanta injustiça nesse mundo, não entende por que teimam em errar se o certo é tão obvio, que não entende por que tanta hipocrisia de não querer se envolver e ficar preso no seu mundinho; O hipócrita, aquele que adora quebrar ás palavras o que os “outros” disseram, não vendo que isso vai cobrar o preço com passar do tempo; O depressivo que não vê esperança em nada; O paranoico que teme por tudo e por todos; O cínico onde o maior prazer é ser mau e desnecessário com suas piadas e comentários de mau-gosto; O criativo que aparece em músicas textos e desenhos maus feitos; O fresco que adora designe de interiores e programas de moda & comportamento; O histórico que fica os sábados entediantes grudado no history channel; O infantil que adora desenhos e coisas nostálgicas da infância; Há o nojento, que é bom não comentar... Deixe a sua imaginação fluir; O educado, que esfrega seu sorriso na sua frente, mas nem sempre é o que aparenta; O feliz que por alguma razão se sente bem, mas teme se sentir mal, por que tem a neura que nada fica bom por muito tempo; O profissional que é teimoso em seguir regras sem exceções; O romântico que não sabe se expressar e vive escondido por que tem medo de se mostrar e bancar o babaca; O desastrado sexual que não sabe o que faz, mas finge bem; O social que tenta ficar de boa com todo mundo, mas na real não se importa e sim com alguns poucos que conta nos dedos; O falso que finge não se importar com nada, por que sabe que isso afeta mais ás pessoas, mas quem sofre no final é ele; E finalmente (eu acho) temos o que sofre de remorso por todos eles, pelas decisões, ações ou não ações, ele tem bastante espaço em mim, mas estou tentando me livrar dele, certos hábitos são difíceis de perder.



segunda-feira, 27 de maio de 2013

Círculo de amigos



Engraçado pensar como ás pessoas se afastam, seu melhor amigo de hoje pode ser o conhecido de amanhã, é uma situação mais violenta quando se esta passando aquela fase de sair da roda dos amigos de escola, sabe é difícil lidar com uma situação nova, não se tem mais a rotina que cola todos juntos, ou pelo menos faz se veem de vez em quando.

Obviamente sobra alguns que você ainda mantém uma amizade razoável, mas a mesma esta fadada a afastar/terminar cedo ou tarde, o que incomoda é o sentimento de perda, aquela sensação de que ás coisas nunca não vão ser como antes, sua vida vai tomar novos roteiros e agregar novos personagens, que podem ser legais e tudo mais, mas nunca será a mesma coisa. Você se pegara pensando no passado e vendo como tudo era mais fácil, e quando se tornava difícil ou complicado demais, tinha aquele seu amigo pra toda hora que para lhe dar um conselho ou pelo menos ouvir sua historia, nem sempre com a solução que se espera. Muita desses novos personagens são até mais importantes que seus não tão amigo agora, eles assumiram o time titular, e muita vezes é estranho ter que lidar com esse lado. E conforme se envelhece eles são substituídos bem mais rápido, Não que volta e meia não se faça um amistoso e junto os velhos craques, mas são isso que eles são agora, ecos do passado, rever eles é como ver fantasmas, mas diferentes, é quase que se conhecessem mas teriam que tentar se conhecer de novo, não é exatamente uma tarefa interessante. Me lembro de um episódio do Seinfeld onde se fala que conforme se envelhece não se quer mais se fazer amigos novos, de certa forma é verdade (para mim), não tenho paciência de conhecer ninguém, normalmente são ás pessoas que tentam me conhecer e tolero até me tornar “amigo”, não AMIGO. Óbvio que tem algumas exceções, mas sou babaca de dizer que são bem poucas, a maioria das pessoas para mim vivem num mundo que não me interessa, e cada vez mais me vejo focado nas minhas necessidades sem tempo para eles. Mas mesmo assim eles aparecem e se tornam meu novo nicho de amigos (normalmente situados nos meus empregos e colegas de estudos), onde eu posso fugir por que não tenho nenhum tipo de conexão profunda, então eles morrem em questão de anos, ás vezes meses, e isso é triste, mas ao mesmo tempo não.

Por que depois de refletir você não se prende mais a isso, o guru Lama Padma Samten, fala isso numa das suas lições (?): “Tem pessoas que durante são importantes, e depois não são mais. E a aquelas que não eram tão importantes se tornam por um período”. Eu não falei literalmente o que ele disse mas deu pra captar a mensagem né? Isso que vivemos um ciclo na vida e se apegar a eles é como viver no passado, esperando que os momentos felizes rodem num loop infinito, infelizmente isso não existe, e se existisse seria muito chato, é sentimento amargo, mas o mesmo lhe da forças para encontrar coisas novas ou ás vezes ser forçado a viver coisas novas. Eu queria que houvesse um ponto final para esse dilema, mas não há, apenas meus pensamentos sobre o assunto.

Uma canção que me faz pensar nesse assunto...
Eu sei que é depressivo, mas fazer o que!



Círculo de amigos
Eu, eu sou parte do seu círculo de amigos
E notamos que você não aparece
Eu, eu acho que tudo depende de você
Ficar conosco mas,
Eu larguei de mão, eu desisto,
nada é bom o bastante para mais ninguém,
Parece
Eu larguei de mão, eu desisto,
nada é bom o bastante para mais ninguém,
Parece

E estar sozinha
É a melhor forma de se estar
Quando estou sozinha
É a melhor forma de se estar
Quando estou completamente sozinha é
É a melhor maneira de se estar
Quando estou sozinha
Ninguém mais poderá dizer Adeus

Tudo é temporário de qualquer maneira
Quando as ruas estão molhadas
E as cores escapam para o céu
Mas não sei se isso significa o que somos,
que significa que eu e você
Eu larguei de mão, eu desisto,
nada é bom o bastante para mais ninguém,
Parece
Eu larguei de mão, eu desisto,
nada é bom o bastante para mais ninguém
Parece

E estar sozinha
É a melhor forma de se estar
Quando estou sozinha
É a melhor forma de se estar
Quando estou completamente sozinha
É a melhor maneira de se estar
Quando estou sozinha
Ninguém mais poderá dizer

Eu, eu sou parte do seu círculo de amigos
E notamos que você não aparece

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Suícidio social

Eu caio da cama, me arrasto através do tapete, bagunçando a sujeira ao meu redor, Olho para o banheiro, relembro meu amigo morto...
Com grande esforço me levanto, vacilante chego a mesa e desabo sobre uma cadeira, minha cabeça esta a mil, visão turva e me sinto como se tivesse não tomado banho há dois anos. Tento visualizar o ambiente: Um lugar sujo, quarto/cozinha e uma banheiro imundo com uma banco e uma forca preparada. Ok, meio incomum mas pode acontecer! Há o velho cinismo...
Acho que adormeci por alguns instantes, tem um ser bem estranho na minha frente, me olha como se eu estivesse na inquisição espanhola, extremamente bem barbeado, cabelo lambido para trás, não exatamente bonito nem feio, veste um terno branco solene, como se estivesse vindo de um funeral. A voz dele é paternal e de alguma forma irônica:

Escute bem,você não pode ficar assim por muito tempo filho, vivendo nesse pardieiro, trasando com essas Jesebeis e se envenenando pela cidade. Isso uma dia vai ter fim.

Eu apenas me limito a resmungar algo sem sentido, parece que algo sugou minhas forças. Mas a figura é mais insistente que operador de tele-marketing e continua:

Eu vejo nos seus olhos sem esperanças e nas suas respostas zombeteiras. Você sempre foi assim filho, sempre arranjando motivos para esconder seus sentimentos e mascará-los com esse sarcasmo de plástico.

Me resumo a sorrir meus dentes amarelados e tentar me manter acordado. Ele parece estar perdendo a paciência comigo. Com tom infantil ele segui:

Sabe, teve épocas que nós poderíamos aceitar essas atitudes, mas o fato de você estar sabotando a sua vida esta passando dos limites, esta destruindo tudo de bom que construímos. E tudo por que? Por que você não estava feliz, apenas isso...
Não adianta sorrir essas perolas para mim rapaz, eu sou seu amigo mais intimo e quando tenho que sair para lhe chamar a razão, algo esta extremamente errado!


Bato a cara na mesa, com uma mão mexo no meu cabelo ensebado e me puxo volta a conversa, cuspo sangue no seu terno impecavelmente limpo e aponto para o banheiro e digo:

Desculpa por não estar a altura de suas expectativas, e agradeço por me lembrar de minhas falhas. Mas se da minha parte só lhe trago desilusão e desgosto. Esteja a vontade ser o primeiro!

Seu rosto cai em suas mãos, derrotado por alguns instantes, tudo parece congelar...
Mas num estouro sinto meu lábios se partirem e flutuo no ar em direção ao chão.

Do resto apenas lapsos (fragmentos), ele chuta minha cadeira, se direciona ao banheiro minusculo e fedido, testa a corda com um puxão forte e com o rosto em pesar eu vejo meus últimos segundos escorrendo através do espelho.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Essa é historia de um herói desconhecido...

Essa é historia de um herói desconhecido, ao qual luta suas batalhas diárias, com o pouco que faz ajuda todos sem julgar, sacrifica seus maiores sonhos, sabe que o bem muitas vezes significa se engasgar com um amargo desgosto pelas pessoas, mas manter a esperanças de dias melhores.

Como todo herói, ele não sabe o quanto suas ações fazem bem ás pessoas, na verdade ele acha que faz só o que qualquer um deveria fazer, se ele é um herói deve ser por que todos teimam em ser vilões, ou apenas espectadores neutros nesse show de horrores que chamamos de vida, num mundo onde o importante é ser esperto, a palavra carácter não tem significado para muitos de nós, onde o “valor” da sua carteira tem mais “valor” que ás pessoas e suas posturas nesse maldito mundo, que talvez seja apenas uma bola podre preste a explodir, talvez seja esse destino que vem ás nossas mentes, por isso esse pensamento de aproveitar tudo, saquear sem peso na consciência, estuprar ideais, ou padrões aos quais são considerados ultrapassados. Não ele não é um “HERÓI”, por que ele ajuda, ou perde por um bem maior, não se corrompe nem por uma facilidade na sua vida, prefere perder um braço a seguir o caminhos dos espertos, por que sabe que esse caminho curto só leva a uma armadilha de carácter e que no final o preço é a sua dignidade.

Então essa foi a historia de um herói desconhecido, alias ele nem existe, esta dentro de todos nós, mesmo os que já se sujaram na lama da corrupção que assombra nossas vidas. Para sair basta apenas uma mudança, mas ela vem de você, e quando você se sentir sozinho nesse mundo sem esperanças, apenas pense nesse herói, que no fundo de todos nós ele existe, apenas esta esperando seu sinal para surgir.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sonho eStRaNhO

Depois de acordar de um sonho com ás têmporas suadas, a mão dormente e o coração batendo de forma irregular. O sonho se passava comigo em casa sendo chamado (do nada) para ir na minha antiga escola resolver um problema de um computador (acho que no mesmo eu ainda era técnico em informática, de qualquer forma...). No caminho para lá eu vou com um velho (que nunca vi na vida) de carro, onde ele conversa, alguns assuntos estranhos, ao qual não dou muita bola, estou mais preocupado em segurar minha mochila (por que o velho esta voando...) e olhar a rua coberta pala noite de Porto Alegre (a gente passou pela Cavalhada...).

Chegando lá na frente do colégio esta João (zelador) me esperando, com algumas pessoas que parecem ser alunos do colégio (aquele típico colegial almofadinha que agora rasteja por ali...), todos sentados me esperando, eu olho para o céu e percebo que parece ser muito tarde, tipo três da madrugada (horário estranho para se ter aula...). Entro no recinto, vejo que ele tem algumas mudanças, como mais tocos de arvores para se sentar e menos prédios, passo por um corredor que esta abarrotado de gente (deitados no chão ou sentando, encostado em paredes...), nisso vejo minha tia e suas filhas que estão ali conversando coisas que não me lembro, sei que passo por cima delas, esnobando minha única prima nojenta e me encontro num quarto, sabe tipo assim um quarto normal que dá entrada para outro. Há duas gurias, eu pergunto qual pc esta estragado e elas não tem a mínima idéia (isso me lembra um pouco meu trabalho...), questiono se elas conhecem alguém que possa saber, a resposta é (obviamente) não. No outro quarto vejo um guri estranho com o cabelo lambido, vou falar com ele, mas ele meio que parece estar escondendo algo, não quer dizer nada e fica teimando em dizer que não deve satisfações a ninguém (tipo playboyzinho mimado que dá vontade de encher de porrada). Nisso ele se retira, e eu penso: Bem vou ter descobrir o que esse cara ta escondendo! Bem nessa hora eu tenho uma leve semelhança com o Ace Ventura (não me pergunte por que...), começa a fuxicar gavetas e armários, mas não muito, por que o guri volta e vem perguntar o que estou fazendo, sinceramente digo que estou tentando entender o que esta acontecendo ali (virei detetive do nada) e ele tenta me atacar com canivete improvisado numa borracha. Parece que nos meus sonhos, eu tenho agilidade, por que eu desvio e bato a cabeça dele no beliche, aí aparece uma senhora (provavelmente a mãe) que começa a me xingar e chama algumas pessoas para baterem em mim e aí eu corro (isso tem mais a ver comigo).

Ok, na hora da minha fuga eu penso em uma forma de enganar eles, em vez de descer todos andares e fugir para rua, eu subo para o telhado (não tenho a mínima da onde o colégio virou um prédio!?!?!). Lá em cima eu me seguro numa escada, vou a caminho da antena (provavelmente de tv ou aqueles com uma luz vermelha na ponta para avisar os aviões que há um objeto ali, realmente não sei...). Há duas partes nisso, inicialmente estou num quadrado vermelho, que é assustador por que já era alto pacas e parece um engrado de cerveja preste a escorregar, isso me dá passagem para uma escada amarela de plástico que parece estar presa a parede (igual aquelas escadas de piscina), bem eu pulo e vou descendo até o final, mas não tem piso, a escada vai rente a parede mas sem lugar para ficar, nesse tempo uma escada lateral cai lá embaixo e eu perco ela de vista de tão alto que estou. Bem ainda tem uma escada de metal que vai a ponta da antena no outro pilar (bem por que não ir até lã?), consigo miraculosamente num salto chegar a ela, conseguindo segurar bem no último de grau, ou seja, a ponto de cair, eu nem olho para baixo de tanto medo, nisso vem os sinais de cansaço, cada vez mais a adrenalina me consome e minha mão esta dormente. Eu fecho os olhos e começo a pensar como seria a queda, sabe o fim do cansaço, da minha aventura bizarra, do medo de altura, cansado de lutar por algo que eu tenho a mínima idéia que seja. Minha mão começa a escorregar, eu abro os olhos e me seguro com força, mas esta cada vez mais dormente meus músculos e cair cada vez mais se torna uma opção e a única resposta. Eu acordo...

domingo, 22 de abril de 2012

Coisas

Me surpreende que cada vez mais o valor de uma pessoa é baseada em quanto ela recebe no final do mês (eu ia dizer baseado em dolar, mas achei que ficaria muito pomposo...). Eu tenho um pensamento que tal peso deveria ser atribuído ao caráter da pessoa, ou seja, uma pessoa que realmente valha alguma coisa. Conheço muito auxiliar de limpeza que vale mais que alto-executivos (sou estagiário de técnico em informática então meio que transito nesses dois mundos...) com seus ternos engomados e sua dita importância no mundo. Creio romantizar quando penso que todos somos importantes, todos parte de uma consciência como diria Bill Hicks (esse cara tem me feito superar momentos difíceis...). Ultimamente estou meio incomodado com toda essa besteira de castas sociais (eu sei... isso é tão Índia!), em como temos que nos matar para subir essa escada, imposta pela sociedade, cada vez mais me sinto alienado desse mundo. Só queria ter estabilidade para poder viver minha vida com os poucos caprichos que me permito, mas tudo bem quem sabe isso passe.

...

Não entendo como ás pessoas tem mania de registrar tudo, nada mais tem o frescor do momento, vivemos um alzhaimer constante, onde tudo tem que ser documentado (da cirurgia da unha encravada á aquela incrível festa de 15 anos com sua prima espinhenta emburrada num canto com um vestido caqui...). Devo ser um dos poucos que quando vou a shows (até parece que vai em muitos...), festas (ui que mentira...) e parques (quase não sai... PARA CONSCIENCIA IDIOTA! Se não eu paro de escrever...) não levo câmeras ou qualquer coisa. Normalmente prefiro guardar o momento na memória do que numa foto (todo mundo sabe que é por que você fica feio em fotos... EU TI AVISEI!).

P.S.: Esse é um legitimo caso de demência... Por favor, afastem-se dessa pessoa.
Obrigado pela atenção.




quarta-feira, 28 de março de 2012

Narciso contido?

O que faz ás pessoas quererem conhecer umas ás outras, ou uma querer conhecer outra pessoa, de qualquer forma é complicado, quando você se pega olhando com um olhar vago para tal ou aquele, pensando em mil maneiras de dizer alguma coisa ou apenas fazer contato. Eu sou a pior espécie social que existe, posso ser educado e brincar, mas quando realmente desejo conhecer alguém eu fico totalmente perdido, criou planos perfeitos quando estou sozinho, mas na frente da pessoa, o demônio da covardia me atinge (Nem tente amigo... você já sabe o resultado! Isso me lembrou o Poe não sei por que...). Talvez seja um trauma de infância...

Não entendo, alguns conseguem fazer parecer tão fácil, eu posso ser trivial, mas não consigo ser natural, acabo soando meio falso, ou estúpido, pelo menos eu me sinto assim, começo a ter aquelas fobias do tipo por que alguém poderia estar interessado em me conhecer?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ondas de radio no ventilador

Eu ouvia sons distorcidos na turbina, como um rádio mal sintonizado, sabia que eram palavras, mas era incompreensível por causa da distorção e o barulho forte das hélices.
Eu desligo o ventilador para ouvir se ás vozes vem de outro cômodo, mas nada há não ser o silencio. Ligo novamente, por alguns segundos é apenas o trovejar da turbina e eu, mas logo começa novamente, como uma conversa particular, o locutor derrama suas palavras sem sentido no meu quarto, fecho os olhos, apuro meus ouvidos tentando distinguir alguma coisa, o único sentimento que sinto é que isso é uma mensagem para mim.

São três da manhã, me acordei estranho, alguns pesadelos, eu me lembrava bem deles até alguns segundos atrás, começo a ouvir algumas coisas, palavras (Cactos, perola, sal, sorriso, gosto e agosto) e frases sem sentido (O filho da mãe é mais próximo que a filha mãe, sete caminhos para sete finais e mentiras infinitas são combustível no reino de Oz). Gosto amargo na boca, uma sensação de azia misturada com bílis, melhor voltar a dormir.

Comprei um caderno para escrever o que o ventilador me fala, com certeza é algo importante, alguma coisa tenta se comunicar. Tem vezes que tudo tem sentido, outras coisa se perdem no vácuo e tem o silencio do motor que me consome. Tenho algumas páginas escritas, em sua maioria rascunhos, osso sem corpo, mas esta começando a ter algum sentido.

Disse a senhora para o bom moço: 1, 2, 3 e 4 quem dá o primeiro salto. 5 e 6 eu não cedo minha vez. 7 e 8 quem não morre de desgosto. 9 e 10 todo dia têm seu gosto.


Às autoridades informaram que encontraram o corpo no final da rua, o que aparenta ser um suicídio, havia cortes em toda pele, provavelmente feitos com estilete, algum até nas solas dos pés. Mesmo com o estado do corpo após a queda estar quase irreconhecível. Um perito reconheceu algumas palavras ou frases que não foram divulgadas oficialmente. A senhoria do prédio disse que o rapaz estava psicótico, passava a maior parte do tempo no seu quarto escrevendo em cadernos, ao que parece havia mais de cem cadernos, inúmero rabisco em folhas de ofício e além das paredes estarem escritas também. No seu quarto só havia um colchão e um ventilador.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ficção cientifica - o conto ao qual desiste de fazer...

Eu sempre quis escrever uma ficção cientifica, com o mestre Philip K. Dick eu notei que não precisa ser exatamente sobre alienígenas ou futuros distantes, pode ser também obra de uma mente perturbada, com uma idéia que também nunca tenha sido pensada. Então imagina um gordo, alienado, relativamente afeminado, emocionalmente confuso, sem futuro, sexualmente desregulado, excêntrico, egoísta e pior de tudo músico.

...

Harry Smakky acordou, sonolento como de costume e olhou pela janela suja de seu quarto. - Que batidas são essas? - Pensou ele. Cambaleando até a porta marrom acinzentada. Atrás dela está o reconhecido oficial de justiça, TaDeus Anopolis, que espera impacientemente sua nova vitima do dia, bate na porta cada vez mais forte e força os olhos para ver o brilho de seus sapatos. Harry abre a porta, o sujeito baixinho, calvo, com bigode fino tipo de garçom francês e que fica olhando seus próprios pés não o agrada.

Harry: Bom dia, em que posso ajudá-lo?
TaDeus: Ola, vim lhe entregar uma intimação, como pode ver senhor Smakky, o senhor ultrapassou sua casta, sendo assim o senhor está infligindo a lei 24.24 á qual o obriga passar pelo procedimento de “homossexualização”. Mas não se preocupe assim que finalizado será entregue a sociedade.
Harry: Desde de quando eu a estou a infligindo? Meu salário continua sendo de 1.998 mensais...
TaDeus: Você irá receber um aumento hoje.
Harry: Mas eu não pedi aumento...
TaDeus: Isso não é problema meu senhor. Só estou garantindo que a lei seja comprida. Arrume seus pertences básicos e logo partiremos.
Harry: Mas...
TaDeus: Sem mas senhor Smakky, poderemos usar a força bruta caso necessário. Não vai querer ter Brutus em cima de você como um elefante numa formiga elétrica. Vamos...

Harry fecha a porta, pensando em quem teria feito isso com ele, não deve ter sido por ser exatamente um bom empregado, sempre fez questão de fazer o mínimo possível e de forma mais relaxada que podia - Será que foi algum rival da empresa ou do passado? Alguma ex-namorada? Algum irmão descontente? Ou talvez a seu chefe? Espere... Agora eu vejo, só ele poderia me dar o aumento. Tenho a impressão que meu chefe quer me sadomizar!

Harry se vê preso nessa teia de intrigas e entrar na viatura não é uma opção. Ele ouve batidas fortes quase destruindo a porta e os gritos de Anopolis cada vez mais altos e se lembra que fechou a porta sem dizer nada. Isso não é o tipo de coisa que vai ajudá-lo.

...




Ninguém quer morrer como num filme de terror, membros decepados e o sangue jorrando no asfalto, não é divertido quando é o seu. Eu me sinto assim de várias formas, quando eu via ás noticias apenas pensava em rir, isso nunca ira acontecer comigo, pensava eu na época. Olho eu agora, ás margens da sociedade, bem com certeza é melhor do que passar por aquilo. O melhor de viver no lixo da sociedade, é conhecer ás baratas, elas não são tão pegajosas e nojentas depois que você passa a vê-las como suas únicas amigas. Há uma historia que todos adoramos compartilhar, a historia de um sujeito, bem ele não tem nome, apenas mais uma barata como eu ou você que esta lendo esse manuscrito. Vamos chamá-lo de “Edy”. Edy vivia uma vida bem confortável, tinha belas garotas ao seu dispor, o emprego monótono e o finais de semanas de tédio que todos nós amamos; Ele odiava sua família (Quem não odeia?), sabe ele vinha de um lar desfeito, onde seu pai trocou a sua mãe por um dançarino de cabaré no dia de natal. Bem vamos dizer que ele era relativamente problemático, na infância teve sérios problemas nos estudos, timidez, espinhas e um péssimo relacionamento com garotas que culminou de minar qualquer aproximação na sua adolescência. A lenda diz que ele perdeu a virgindade aos 23 anos com sua avó, mas essa parte é meio nublada. Edy superou tudo isso, conseguiu um emprego dos sonhos e tinha a vida que te disse no inicio da historia, como tudo que é bom não dura muito, logo Edy pagou por sua felicidade. O que eu deixei de contar é que o pai de Edy era um político de renome, que como todo bom político mantêm sua sujeira de baixo do terno impecável, todos sabiam que o velho curtia um salsichão polonês, mas como vivíamos numa sociedade podada por religiosos de caráter duvidoso, ele teria que pensar num jeito enganar a “boa moral” deles. A velha bicha pensou e pensou, qual seria o melhor jeito de fingir que não queria algo e fazer eles pensarem que era a solução que tanto procuravam? Todos sabemos que a religião que todos mais amam é a mais elogiada pela pureza da casta, a casta que é povoada pelos cidadãos de renda mínima ou abaixo disso. Com essa mentalidade ele propôs uma idéia absurda, um tiro no escuro que poderia afundar sua careira ou enganar a todos. Ele disse na câmara:
- Todos sabemos da grande injustiça que é com nossos companheiros de castas inferiores arranjar boas parceiras; Também sabemos do abuso constante de meliantes de castas superiores, onde tudo que procuram é o sexo promiscuo e sem amor por suas mulheres, onde sustentam suas luxurias desafiando os bons costumes da igreja. Contra esses demônios eu proponho uma solução, onde todos de castas inferiores não serão mais talhados por esses aproveitadores. Eu criei o artigo 24.24, onde qualquer semelhante que passar a casta media é punido com o homossexualismo. Com exceção da casta religiosa e política do estado.
E não é que o velho conseguiu! E para mostrar seu total compromisso com a nova lei, se declarou culpado e foi um dos primeiros a passar pelo procedimento desenvolvido por ele (Dizem que ele faz questão de se punir uma vez a cada mês, mas isso não vem ao caso). Hoje ele vive uma vida devota à igreja com seu mordomo ex-dançarino de cabaré. Claro que eles não pegaram todos de castas superiores e puniram logo de cara, houve um bom tempo onde à lei foi aplicada e os que provaram que seguem ás regras regrediram suas castas e continuaram com sua feliz vida heterossexual (Dizem que depois de ler o “menu” do “procedimento 24.24” qualquer um preferia ganhar menos...). A lei é a lei, assim passou a ser dito, de certa forma eles ajeitaram a economia, onde maiorias dos machões não queriam aumento de jeito nenhum (Um bom exercício de dignidade, diria eu...), mas a lei acabou sendo utilizada por muitos (que como o bom político que a criou) em beneficio próprio. Os julgamentos cada vez mais burocráticos e normalmente feitos depois do procedimento ajudaram essa nova arma na sociedade moderna, onde a melhor forma de foder seu colega é recomendá-lo a um aumento salarial. O povo devia estar muito ocupado com a novela das oito e suas redes sociais quando não deram bola pra essa lei. E o que Edy tem a ver com isso? Simplesmente quando a sua vida parecia estar indo bem com seu novo aumento, a lei entrou em vigor na sua era mais pesada, quando se tornou estilo “atire primeiro, pergunte depois”. Como vários Edy fugiu e teve que se esconder, por que o procedimento é obrigatório e até seu advogado ter provas você já teria sido diversão de algum carcereiro. Assim termina a historia de Edy. Há e o pai dele nunca soube do filho fugitivo, como todo bom pai ele fez questão de esquecê-lo.
Adoro ver ás pessoas daqui de cima, o céu negro com suas nuvens cinzas, o vento empurrando a poluição para dentro das casas. Meu abismo pessoal a minha frente, o que mais eu posso querer?

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Dre Broche lambe o dente quebrado e cariado, ele lambeu tanto que a ponta da sua língua esta avermelhada e com aftas. Há mais ou menos uma hora seu amigo Harry ligou para ele desesperado, parece que o chefe queria foder ele ou algo do tipo e se aproveitou da nossa querida lei 24.24 (Esse não é o veado no jogo do bicho?). - Bem o que podemos fazer em relação a isso? Talvez gravar o procedimento do seu melhor amigo e vender no mercado negro de pornografia... Isso daria um bom dinheiro. Bem eu falei pra ele que trabalhar como concursado da prefeitura daria nisso, lá eles estão sempre se fodendo mesmo. Bem, eu disse para ele ligar para os bombeiros dizer que havia um incêndio, sei lá e fugir de fininho pelos fundos. Talvez de certo, no filme que eu vi matam o cara no final, mas na hora pareceu uma boa idéia. E faz quase uma hora e nada dele, ai ai... Bem isso elimina boa parte dos meus amigos. Odeio esperar, ainda esqueci meu celular em casa, não tenho usado desde que disseram que causa alucinações, parei de conversar com ás paredes, me sinto tão sozinho, faço perguntas a elas, mas não recebo resposta de volta. Acho que estou ficando louco! - Pensa sem prestar atenção no “mar” revolto a sua frente.

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Harry caminha rapidamente pela calçada desgastada, marcou de se encontrar com seu amigo Dre na beira. Provavelmente ele ainda não deve estar lá. Bela idéia aquela, sorte que fez exatamente o contrario do que ele disse. - Maldito Anopolis deve agora estar arrancando seus bigodes, muito obrigado, mas sadomia esta fora da minha dieta. Passar uma semana sadomizando, sendo sadomizado ou ambos não é para mim! – Ele chega na esquina, viaturas circulam a quadra. - E ás pessoas que debochavam de sua coleção de perucas e vestido, quem está rindo agora pai! - Passa por Brutus (Nossa ele é rápido...) que claramente seca a sua bunda, agradece a deus por ter uma barba rala, cara de moça e pelo que parece bunda de moça? Ele finge não sentir orgulho...

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Numa pequena mansão ao norte de Bolotks, quatro andares, erguida por quatro alicerces de cem metros acima do chão, como uma ilha no ar, ás cores sobriamente rosa choque das paredes contrasta com o arco íris que se projeta atrás da mesma. Como uma pintura de algum pintor pederasta dos anos setenta. Sentado na cadeira à frente da piscina esta um senhor que degusta seu “Strawberry Pine Aple” numa taça com um canudinho em um formato duvidoso de pênis de gorila, olhando carinhosamente para o jardineiro mulato que trabalha nos arbustos, suando em bicas num shortinho jeans curtíssimo. O nome do rapaz de cor é Rômulo, constantemente ele relembra suas noites de dançarino transvertido, onde o final do show ele fazia performance de seu movimento final chamado apropriadamente de tromba de elefante, a multidão que gritava seu nome profissional enquanto era esguichado pelo êxtase de Rômulo. Numa dessas noites de libertinagem, ele conheceu um jovem senhor (que na época usou um nome falso) chamado Liberato Constino. Como vários que chegaram nele depois de suas apresentações, buscando um algo a mais, que normalmente Rômulo fazia questão de evitar. Mas Constino tinha uma abordagem diferente e suas entranhas diziam que ele podia ser o homem de sua vida. A partir daquele dia ele sempre recebeu rosas no camarim e sempre com um cartão onde Constino delineava seu amor em linhas e versos cada vez mais pessoais. Mas isso é historia para mais tarde...

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“Meu querido doce, delicado
Cardume mal amado
Com a pena envenenada
Lhe deixo malfadado”


Daqui em diante eu larguei de mão...
Mal e porcamente faço resenhas, melhor eu deixar isso para pessoas mais capazes!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pensamentos...

O que é felicidade?

Tem vezes que fico pensando como é fácil se apegar a depressão, tristeza, raiva e coisas fúteis. Conforme fui amadurecendo comecei a ver que prefiro ser feliz com o pouco que tenho do que ser infeliz desejando luxos que mais me incomodam que facilitam minha vida.

Exemplo: Ontem estava minha mãe chorando ás pitangas por que não ia ter grana para ter aquele natal grandioso que toda família quer ter e blá blá... Eu perguntei – Mãe, você esta bem de saúde? Ta com ás contas paga? Vai faltar comida para nós esse mês? – Todas as respostas foram não. Então pra que se estressar? O básico para sobreviver à gente tem.

Acho que meu pensamento diário é ficar bem com o que eu tenho no momento, o que vier a mais é bem vindo, mas não é algo ao qual deve me torturar para ter.



Como é bom se sentir apaixonado de novo!

Durante seis meses de relacionamento me senti tão confuso em relação a tudo. Às brigas, discussões, ciúmes e cortes profundos a carnes que nos foram impostas.

Depois de uma situação que parecia ser o fim, é bom ver o quão forte é nosso amor, que nos faz superar coisas ao quais parecem que nossas forças vão enfraquecer, o que deveria ser algo a ser levado como um fim se torna mais um desafio que querendo ou não, nós o vencemos.

Quase dois anos desse amor que cima de tudo vem de uma amizade, espero que dure o que durar, mas é difícil dizer. Quantas vezes eu achei que seria o fim, desiste várias vezes, enquanto você sempre esteve forte. Sempre agradeço a sua força e total confiança em relação a nós, penso que se tivesse cedido... Bem nem quero pensar nisso, o importante agora é o futuro, o resto a gente dá um jeito, como a gente sempre faz!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pesadelo

Ele sonhou com gatinhos mortos... E jornalista em uma televisão, na verdade ele só ouvia ás vozes deles, mas sabia que era vinda de um aparelho de tv - Aparentemente tudo é mentira. ¼ das pessoas usam pijamas ao dormir, gatos são animais que mais sofrem mutilações por dia. A cada pessoa morta mais de cem felinos sofrem uma morte sádica. – Com os olhos tentando se ajustar ao escuro ele ainda escuta os jornalistas discutindo a veracidade da noticia em seu cérebro, confuso e desorientado ele levanta abre a porta e procura pelos seus animais, sonhando acordado...

Ele esfrega os olhos e agora não esta mais em casa, se encontra no nascer do sol em cima de um terraço. Uma garota digita mensagens em seu celular, no rosto dela esta uma decisão desesperada que vai marcar o resto da vida de seus conhecidos, talvez de pessoas que nunca deram bola para ela e vai assombrar eternamente a cabeça daqueles que a fizeram fazer isso. Ela deixa suas coisas de lado, se posiciona no parapeito a favor do sol e sem hesitação pula para o abismo a sua frente. Ele tenta chegar para ver lá em baixo, mas apenas consegui ver bits de uma parede?

Ele olha em três dimensões e se vê em volta a um jogo estilo DooM, sem ter nenhum conhecimento prévio ele se movimenta e atira em monstros que lembram vagamente todos seus traumas de infância. Num canto sorrateiro o alterego tímido e gordo é massacrado a balas, a cada rodada ele se mata num desafio infinito. Ele sabe que não importa o quanto mate o passado ele sempre vai estar lá. Ele entra numa sala com vários itens para se recolher, no jogo isso significa que algo grande vem em seu caminho, recolhe tudo que é necessário, se prepara para entrar e explodir quem estiver na próxima sala e ele vai.

Ele se encontra numa sala azul, crianças parecem estar procurando algo. Um garoto rechonchudo é o líder, mesmo que não tenha se dado conta disso, o garoto corre, entra em quartos, olha em gavetas, armários e por fim acha brinquedos atrás da cortina. Ele nota que o garoto rechonchudo era ele no seu último natal (o ultimo natal feliz). O calor da sala de sua avó que emana de cada parede azulada, a mesma arvore de natal que ela usou em praticamente todas festas (desde que ele saiba) com suas bolinhas onde o Papai Noel era desenhado de uma forma humorada em frente uma lareira e a estrela no topo que para ele era a mais alta do mundo. Adultos começam a brotar de todos lugares, onde o garoto sem o cinismo da vida não vê suas mascaras fundidas em sorrisos largos, ásperos e amaldiçoados, eles cercam o garoto distraído com seu bonequinho do Batman gigante, todos eles tem garfos e facas em suas mãos, num rápido momento todos estão em cima dele se alimentando. Ele tenta correr para salvar o garoto rechonchudo (ou a si mesmo), mas seus passos parecem lentos e vacilantes, como se estivesse em câmera lenta. Quando ele chega ao circulo de pessoas que se abre ao vê-lo, ele encontra a caricatura de seu pai lhe mostrando os ossos de sua inocência num prato.

Ele acorda!