Uma coisa que adoro em ouvir trilhas de filmes (principalmente dos ano 90). É descobrir aquelas bandas obscuras que lançaram apenas um disco ou single.
É incrível pensar que tantos artistas/bandas passam pelo nosso radar e não damos bola. Estamos tão enraizados em apenas ouvir o que gostamos, que raramente damos oportunidade a coisas novas.
Como um "músico" tive por um breve período uma banda que deixou uma ou duas músicas gravadas em uma dessas coletâneas de bandas independentes do RS (Realmente não lembro o nome do disco...). É legal pensar que daqui há 20 anos ou mais, alguém pode achar uma copia e talvez curtir. E aquelas faixas podem dar animo a essa pessoa procurar mais material da banda, que quase certo estará na internet (bem pelo menos no youtube ela acha algo, enquanto meu canal estiver vivo).
E é isso que me anima na música, há sempre coisas novas por aí. Antes para mim seria impossível pensa que estaria ouvindo trilhas do John Carpenter e ao mesmo tempo curtindo discos do Erasure, pulando para ouvir ELVIS PRESLEY nas fases de 68 (onde ele estava no ápice da voz ao meu ver). Ao mesmo tempo desencavando trilhas de filmes que vi na minha infância (Batman Forever, Debi & Loide, o Pentelho, etc...), descobrindo coisas muito boas, mas que no geral, eu apenas vou ter um pequeno brilho das bandas, mas mesmo assim...
Então inspirado por esse pesamento, vim divulgar algumas bandas/artistas que sairão nessas trilhas e que talvez vocês curtam.
1 Green Apple Quick Step - Kid
Essa posso dizer eu descobri a trilha por causa da banda. Primeiro essa música só foi lançada nesse disco (ou singles e se pa BOOTLEGS). Alias nem vi o filme do disco (Eu sei o que vocês fizeram no Verão passado). Bem o que gosto da faixa, é a inocência que música expõem e o quanto a faixa é presa naquele clima final dos anos 90.
2 Eric Benét - True to Myself
Bem, todos sabemos quanto o filme do Batman & Robin é péssimo (quando eu era "guri" curtia). Mas a sua trilha tem algumas faixas muito boas. Essa tem um quê de anos 70 com Hip Hop. Eu que sou avesso a Hip Hop, curte bastante a melodias vocais e refrão pegajoso que fica na cabeça.
3 Deadeye Dick - New Age Girl
Essa é uma que sempre me lembra minha infância. Primeiro faz parte de um filme que até hoje me faz rir (para o bem ou para o mal). Não sei, deve ser o riffzinho sacana que permeia toda música e ficava perfeito com ás tiradas do filme.
4 The Sons - Too Much of a Good Thing
Essa outra que tem uma guitarra muito marcante, tem um refrão bem "meh" mas por alguma razão curto.
5 The Smashing Pumpkins - The End is the begnning is the end
Essa é uma meio obvia (não tanto quanto a próxima), mas nossa que riff e umas das últimas faixas antes da banda começar sua jornada a músicas cada vez mais sem alma.
6 U2 - Hold , thrill me, kiss me, kill me
Essa faixa junto com o clipe é uma coisa que jesuizo. O riff do Edge é o topo do ele pode produzir em matéria de peso e efeitos, a cozinha mantem uma cama para os vocais mansos do Bono (que é um baita vocalista em estúdio, mas ao vivo...). Isso me lembra um pouco meu irmão mais velho e por muito tempo evitei a banda exatamente por causa disso. Mas não tem como negar que no período de 91 á 97, o U2 fez baitas músicas.
7 Cracker - Get Outta My Head
Essa descobri agora, vem de um filme que curto, mas não lembro de ouvir ela nela. De qualquer forma, muito bom o estilo estranho dela. Me animou a achar o cd da trilha e escrever essa "crônica".
8 Flaming Lips - Bad Days
Essa tem um dos dedilhados mais tristonhos que já ouvi (que se fosse um "músico" sério tentaria tirar), com um clima meio caipira e por cima uns vocais ala desenho animado.
9 Southern Culture on the skids - My baby's got the strangery ways
Essa me lembra um cruzamento bizarro entre Elvis e Mojo Nixon.
10 - The Crash Test Dummies - mmm mmm mmm mmm
Ok, música ótima e com certeza uma das mais memoráveis da trilha e total anos 90 (se bem que curto mais a versão do Weird Al'). Mas... QUE TITULO É ESSE!?!?!?
Uma coisa ao qual tenho
notado é que raramente escrevo como antes (com exceções de algumas
esparsas resenha de jogos). Muito por que não sinto mais tanta
necessidade. Talvez tenha gasto toda minha criatividade, quem sabe
pouco tempo ou muito tempo gasto vendo TV (youtube hoje em dia pode
ser considerado televisão né?)
.
Na real ainda
tenho os mesmos dilemas filosóficos e minhas contradições, mas
agora podemos dizer que com uma certa maturidade para lidar com eles
e ao mesmo tempo um egoismo para manter minhas “soluções” para
mim. Não que eu seja especial nem nada, sou tão “quebrado”
quanto qualquer um e volta meia me vejo encarando minhas hipocrisias
(e são muitas). Mas perde a “necessidade” de estar sempre me
manifestando ao aparecendo na intricada teia social das pessoas, por
que na real não creio que seja importante, eu não sou importante,
eu não quero ser exemplo e nem bancar o Jesus dos bons princípios e
um ser de decisões sábias. Por que eu não sou esse cara,
sinceramente cansei de querer ser o “cara”, estou cada vez mais
(na medida do possível) tentando ser em apenas ser eu. Seja lá o
que isso quer dizer...
Muito do que escrevia tanto quanto ficção,
ou opiniões vinha do fato de sentir que não era ouvido ou levado a
sério. De estar a parte das pessoas e de toda essa baboseira social.
Sem contar o fato de ter medo de me expressar diretamente, de falar e
ouvir, principalmente ouvir o que não se quer ouvir. Antes me
limitava a apenas estar a par do que me agradava e de quem me
agradava. Com a vida “adulta” chegando tive que me adaptar, ver o
geral, para de ser tão babaca e apenas achar que o meu lado está
certo. Ainda acredito que existe o “certo e errado”, e sempre
questiono pessoas que dizem que estamos vivendo numa época de
várias “tonalidades de cinza”, ou seja, cada individuo é único
e que o meio em que você nasce e se desenvolve afeta da sua
percepção de “realidade”, mas isso não ti isenta da sua
responsabilidade quando afeta outras pessoas. Estamos tão
polarizados em apenas em pensar em nós mesmos, que mesmo o
“justiceiros sociais” defendem causas que beneficiam aos ego
deles. Hoje mesmo estava vendo uma noticia de um “protesto” de
estudantes por causa uma proposta na camará para a passagem escolar
ser apenas para alunos com a renda abaixo de três salários mínimos,
achei viável e muito país podem se dar ao “luxo” de pagar ás
passagens dos filhos. Mas na cabeça deles o estado tem que bancar
metade das passagens dos estudantes, mesmo que não precisem e no
final das contas todos pagamos no final (via impostos). Um assunto
mais próximo, foi uma conversa que tive com um amigo há um tempo
sobre pirataria, onde afirmei que com tantas empresas de Streaming e
com preço acessível. Não há mais necessidade de se roubar. Ao qual
ele disse que não gastaria por que tem filhos, contas, etc...
Isso
me fez pensar, por que todo mundo acha que um terceiro elemento tem
que resolver os teu problemas? Não foi a NETFLIX, nem o SPOTIFY ou a
STEAM que engravidou tua mulher! Foi você, é tua responsabilidade
deixar teus luxos de lado para cuidar da criança. E não justifica
tuas atitudes. E tipo não sou santo, também pego “emprestado”
material que não consigo por “meios legais”. Mas limito a apenas
coisas que realmente não tenho como conseguir.
Mas hipocrisias a
parte, eu não entendo por que todos acham que são a exceção a
regra. Com qual cara você pode falar mau de políticos corruptos
quando se pratica pequenas corrupções diárias?!?! Talvez seja uma
forma de se recompensar pelas “injustiças” que acontecem contigo
o tempo todo, e veja bem eu também faço parte disso. Tem ocasiões
em que equilibro a balança a meu favor, mas no final do dia sempre
fica um gosto amargo na boca. Ou seja, estou tentando ao máximo tirar
essa tendencia nossa de ser a vitima e sim tomar as rédeas e aceitar
que com minhas atitudes, vou ter resultados que nem sempre serão ao
meu favor. Aceitar que nem sempre o certo traz aplausos,
gratificações e adulação. E que é perigoso falar a verdade para
quem não interesse nela.
E isso não é
critica a ninguém, consigo me separar dos meus princípios e aceitar
que não é para todos e na medida do possível tento entender meus
semelhantes (creio que mais falho, que venço). Isso sim que é uma
batalha, tirar da cabeça aqueles pensamentos: “Por que o
fulano não fez isso desse jeito e não do MEU jeito... Por que EU sou um
ser bom e correto e ele não. Por que ele não é como EU”.
John Carpenter além de
ser um diretor genial, é dos melhores compositores de trilhas
sonoras. Desde de Halloween sempre teve um estilo de notas simples e
ressoantes que fica na cabeça, quase baseia seus temas em Riffs
(sequência de notas). Falar apenas de uma obra é quase uma
ofensa...
Do climas perturbadoramente minimalista a sons
macabramente sintetizados, seus temas cria um cobertor de emoções.
Trilhas como Escape from NY, The Fog, They Live e Halloween grudam na
memoria do telespectador.
Acima de tudo sempre percebe na maneira
que os filmes dele tem um estilo, suas músicas seguem a mesma
cartilha. Isso tanto para o bem quanto para o mal. Nem todas suas
peças são obras-primas. E até quando compoem em parceria, seu
estilo contamina seu parceiro musical (vide trilhas como Escape from
NY e LA).
Não tem muito que se dizer, o cara consegui transmitir
toda tensão de uma em apenas se repetindo envolta de uma nevoa de
sons simples. O riff de “Halloween Theme” transborda perigo e
desespero; “Escape From NY” tem um quê militarizado, embora eu
curta muito mais a pegada rock “Escape from LA”; “Haunted
House” emanam uma tristeza e afrição; “The Fog” tem umas
linha melódica belíssima (mesmo que lembra levemente o tema Phatasm);
“Assault on Precinct 13 Theme” tem um quê policianesco (existe
essa palavra?!); A cacofonia sci-fi de “Dark Star” com sons
eletrônicos; E “Julie” emana pesar e simplicidade; “The Thing”
com sua batida reta e acordes de sintetizados contornado o ritmo; A
canastrice rockeira de “They Live”, se bem que prefiro o blues de
“Coming to LA”;
Obvio nem tudo é genial “Starman” é
exageradamente tediosa; Qualquer trilha de “Ghosts Of Mars”
(mesmo com boas ideias) é fraquíssima. Ainda mais com uma banda de
Heavy Metal! E suas trilhas mais recentes deixam a desejar. Mas o que
ele representa nas trilhas sonoras de filmes de terror, isso ninguém
pode negar.
Na bagunça do meu
quarto (ou nosso quarto, segundo minha esposa) encontro 'n' itens
que traduzem um pouco da minhas personalidade: Pendurado na parede ao
lado da minha (nossa) cama esta uma reconhecida guitarra Tonante Rei
do anos 70 (creio eu). Vamos dizer que ela é no minimo peculiar. O
braço é bem mais grosso e dificulta os acordes, a altura das cordas
posso usar dois tipos ou alta estilo berimbau, ou bem próximas a
ponto das cordas vibrarem e ficar batendo na escala. Ela é leve e
tem um acabamento rustico. Quando a comprei minha ideia era tunar ela
e deixar de certa forma “perfeita”. Mas assim que toquei senti
que devia deixar ela assim. Não sei, mas ás imperfeições dela me
conquistaram. No som fraco e baixo dos captadores tem mais
personalidade que qualquer outro instrumento que já tive. Não é
igual, é algo característico dela ao qual me afeiçoei. Ao lado
da minha mesa tem um TV de tubo que comprei para jogar um Megadrive.
Na verdade antes dessa, tinha pegado um LG preta com a carcaça toda
arranhada. Mas com o tempo a tela começou a “comer” a borda. Bem
fui obrigado a trocar por uma da mesma marca, cinza bem menos
arranhada, mas que a principio funciona perfeitamente. Mesmo que a
tela dele tem um defeito, onde sai um “tecido” entre a tela e a
moldura. Nada que atrapalhe me incomoda, mas acho que vou ter que
conviver com isso. Uso ele mais para ver dvds, em sua maioria filmes
antigos (Além da imaginação, Star Trek, Batman dos ano 60 e filmes
de monstros da Universal...), diria que ela representa um pouco da
minha nostalgia. Logo acima dela esta minha TV nova e perfeita,
isso até meu gatos derrubarem ela e agora ele ter uma rachadura
característica na moldura, na parte direito superior, ou seja mais
imperfeições na minha vida. Bem eu prende ela na parede, para
derrubarem de novo os gatos terão que se esforçar um pouco mais e
possivelmente vão conseguir. Ao lado dela tenho umas prateleiras
(onde ponho livros, jogos, hqs dvds e alguns “bonequinhos”) que
instalei (junto com a minha esposa) que instalei a olho nu, ou seja
mais imperfeições. Ela de longe parece milimetricamente perfeita,
mas quando se vê de perto notasse sua personalidade torta. Pensando
filosoficamente, é bem parecido com a gente. Neste exato momento,
estou ouvindo cds (sério). Uma tecnologia morta onde a maioria tem
arranhões e suas capas estão em processo de envelhecimento. Como em
sua maioria são usados, quase todos eles carregam ás chagas dos
seus ex-donos. E de forma imperfeita perfeito devo terminar esse "texto". não por ser estiloso, mas por não ter a minima ideia como terminar. Bem eu poderia desenvolver todo uma pseudo bbeseiro ao meu apego com a imperfeição, mas muita mão!
O DR2 tinha areas pequenas, mas com muitas coisas pra fazer e no DR3 temos areas gigantes, mas que tudo é tao longe que não me anima ir até lá. Sem contar que tem bem menos vestimentas que os anteriores, ou que sejam interessantes e bizarras. Não é um jogo ruim, ao contrario tem bastante coisa legal. Mas peca por que o você faz é apenas matar hordas zumbis! Mas Dead Rising não é exatamente sobre isso? Sim, mas havia o elemente ala Dawn of the Dead, sabe matar zumbis de formas criativas ou apenas ficar patifando jogando golf usando os zumbis como alvo. Aqui a armas casuais sao bem minguadas, poucas lojas e quando aberta com bem menos variedades.
Faltou algo que mais me agradava na franquia, ou seja o humor negro com aquele tom colorido quase cartoon dos dois primeiros, é bom mas perdeu a essencia. Eu tive que por o Gamma no 10 pra me sentir no mundo de DR de novo.
A historia mantem o padrão Dead Rising, absurda e cheia de revira-voltas, mas não é tão foda quanto aos seus antecesores, mas poderia ser pior. Outra coisa que me fez gostar menos do jogo: O protagonista, mano cala a boca, que cara mala, tão bonzinho que dá nojo (que saudades do Frank e do Chuck!), sério, totalmente aquele personagem pra gurizada se identifica, mas que pra mim é argh...
A jogabilidade ta boa, só achei foda que não puseram um botão de comando pra chamar os sobreviventes, eu não uso headset, entao fez falta. Outra coisa que não curte foi o lance dos comando de golpes terem dois botões para cada nivel de força, achei uma mudança desnescessaria, o sistema antigo era melhor. Do resto ta bem superior mesmo. ás combo-weapons são bem sem graça, poucas memoraveis e algumas bem apelonas. o que facilita bastante pra upar o personagem e todos boss são muy faceis de vencer. Tipo na primeira jogatina terminei com level 42, seria impossivel no games anteriores!
Gráficos bons (mesmo com delay de renderização grotescos) e loadings minimos. Alguns bugs, mas nada que atrapalhe. Coisa pessima que tem em muitos jogos, por favor me deixem mudar a dublagem! Mas é tão surrealmente ruim em alguns momentos que ri pacas... então é bom e ruim ao mesmo tempo!
Bom jogo, só isso...
Estava re-lendo minha “resenha” do DR3 que fiz. E convenhamos, não esta digna da minha admiração pela franquia., então...
Dead Rising & eu
DR foi os primeiros jogos de todos consoles que tive no momento: DR2: Off The Records no Ps3, DR1 no Xbox 360 e DR3 no Xbox One. No Ps3 sofri muito com o jogo, por que tinha aquela mentalidade Resident Evil sabe, evitar confrontos e fugir. Como qualquer um que jogou DR sabe que isso beira ao suicídio, por se você não ganhar level, mesmo que sobreviva ás hordas vai ser severamente massacrado pelos psicopatas. E assim foi, tomei um pau dos zumbis e ainda era estuprado não literalmente pelos psicopatas. Peguei nojo, vende o game e fiquei um bom tempo longe.
Mas o charme da saga me pegou, um ano antes estava devorando filmes de zumbis, em sua grande maioria do Romero, cheguei até a ler o livro que saiu pela Darkside (sem querer fazer propaganda, mas se tiver a oportunidade, leia. é muito bom!). Então DR tinha esses elementos “Romerianos” que me agradavam. Mas eu achei difícil pra caramba, mas ao mesmo o masoquismo me obrigava a dar mais uma chance pra ele. Num desses briques resolvi investir no DR2, segundo que tinha lido jogar com o Chuck (protagonista para os leigos) era bem mais fácil do que jogar com o Frank, e é verdade, querendo ou não o Frank tem o carisma, mas na porrada o Chuck supera ele. Lá fui eu, no inicio foi complicado, mas conforme abandonei minha modo RE, fui melhorando e apreciando os momentos relax de um taco de baseball arrebenta os miolos de um zumba enquanto temos de trilha de fundo uma música ambiente de shopping, pode usar qualquer coisa como arma e ainda poder montar algumas combinações pro estrago ser maior. Vou ser sincero esse jogo matou muito meus estres no ano passado e ainda mata hoje em dia. Ele tem aquela vibe GTA, pode-se fazer o modo estória, ou apenas ficar viajando pelas áreas. O lance genial que DR tem, é que independente do você fizer, terá um final, mesmo que não se faça nada. Ok, chega de filosofar!
Dead Rising 3 acerta em muitas coisas, na real é bem divertido, mas falta algo, principalmente para quem jogou os anteriores vai notar.
HISTORIA
O roteiro tem a estrutura bem similar aos DRs antigos, ou seja: Clichês absurdos, revira-voltas e estrutura de filmes de zumbis dos anos 80/90. Alias foi da onde veio a inspiração, Madrugada dos Mortos é catalisador de toda ideia, DR1 chupo na cara dura o conceito, DR2 usou numa escala maior, mas ainda com o clima de “shopping”. Agora DR3 perde isso, com a onda da nova geração de mundo abertos gigantes, se passa numa cidade, o problema que isso matou a “intimidade” que tínhamos, nos DRs anteriores tínhamos áreas pequenas, mas com bastante coisas para se fazer, nesse novo temos uma cidade inteira, mas que tudo é tão longe que não da vontade de fazer. Sem contar que a falta de música ambiente e sim trilha com bandas, extingui a contradição de violência e “conforto” que tinha antes. Isso vem do clima do roteiro, que mante os alicerces (alias é franquia que em questão de estruturas, soube manter sempre do mesmo jeito), mas tudo tem um clima mais DARK, muito da influencia de jogos atuais, e isso queima a ideia de DEAD RISING, poder estar matando zumbis com ursinho de pelúcia, não pode se transmitir dessa forma. Isso se traduz na escuridão da cidade, se você jogar como eles querem, não parece DR e sim Silent Hill. Cinza e escuro demais, destrói a vibe que a franquia sempre teve. Pode se ajeitar deixando o gamma no máximo, mas não é a mesma coisa. Um dos lance mais legais é que sempre teve protagonistas com uma personalidade de presença. Frank é o babaca que só pensa em si e procura fama a qualquer custo, mas ao mesmo tempo tem uma canalhice tão palpável que não tem como não gostar do cara! Chuck é o pai de família que faz de tudo por sua filha independente dos meios. O elo entre eles é tão forte que faz o jogador fazer o melhor para salva-la. Nesse temos Nick, e... ele é um cara “bacana” que só quer melhor para todos, meio bobão e inocente demais. Ou seja, eu não poderia me importar menos. É o tipo de personagem que devia morrer no apocalipse zumbi e não ser o herói! Ele tão sem personalidade, parece uma pagina em branco e ainda por cima é adolescente! Nada pior que isso... Os psicopatas são bem nas coxas, com exceção do tarado da Sex Shop, nenhum deles realmente marca. Os antigos eram personagens tão estranhos e bizarros, enquanto esses são só “ok”.
JOGABILIDADE, Gráficos e dublagem/trilha
O combate é fluido e bem fácil de se pegar, se adaptou a estilo de combos que na real eu achei desnecessário. Onde se tinha um botão para dar os golpes: Pressiona: porrada leve, segura: porrada forte. Bem mais cômodo e intuitivo, mas como quiseram por um sistema mais “moderno”, pelos menos não tem quick time events! Mas infelizmente perdemos um comando que servia para dar ordens nos sobreviventes, mas nesse aqui não tem muita diferença! Ás combo-weapons são inúmeras, mas em sua grande maioria bem sem graça, com exceção de uma ou outra, provavelmente você só vai usar ás mesmas.
Os gráfico são bons, especialmente nas expressões faciais. Tem delay de renderização (mesmo com atualizações), mas nada que ofenda.
A dublagem é incrível de tão exagerada, os caras realmente incorporaram aquele clima oitentista, tem momentos hilários por causa disso. A trilha é fraca, nenhuma canção é memorável ou que fique na cabeça.
DIFICULDADE
Praticamente nula, até tem uma dificuldade no inicio, por que com o personagem em level baixo tem um pouco de desafio, mas assim que montamos nossa primeira combo-weapon, os PPs chovem, principalmente quando achamos o “marreta de Thor” (não deve ser esse o nome da arma, mas...). então temos muitas combo-weapons extremamente apelativas, um exemplo disso foi que terminei meu primeiro gameplay no overtime com level 42! Em DR2 eu terminei com final ruim e nem tinha chegado no level 24. Outra que os psicopatas são extremamente fáceis, podesse estar num nível baixo e mesmo assim matar a grande maioria sem dificuldades. Outro facilitador foi o gerenciamento de tempo e os sobreviventes, anteriormente o tempo era primordial, tínhamos que tomar decisões e era complicado salvar todos, sem contar que a IA não ajudava, agora eles praticamente salvam a si mesmo, não precisa nem acompanhar até a safe house, basta matar os zumbis em volta e eles vão sozinhos.
Mas mesmo assim, é foda e divertido. Pra mim tem um sabor agridoce, tipo eu sinto que é incompleto, mas pelo menos mantem o estilo da franquia, mesmo que tenha perdido um pouco daquele humor doentio que me fez me apaixonar pela série.
Qualquer fã de Silent Hill sabe que depois do The Room, a equipe japonesa se dispersou e a Konami repassou a franquia para produtores ocidentais. Sob o comando do "assassino da série", Tomm Hulett. O cara em si parecia ter boas intenções, mas a arrogancia dele é vista em qualquer entrevistas e nas más decissões que tomou. Mas convenhamos nem tudo foi tiro no pé. Shattered Memories foi um jogo que usou de um senso psicologico bem interessante (mesmo que limitado) contando uma narrativa que que caberia num bom filme de terror psicologico estilo Jacob's Ladder. E mesmos com jogo fracos, temos que assumir que sempre mantiveram a identidade Silent Hill, então poderia ser pior!
Downpour tem todo aquele lance que gostamos: Ruas decadentes, isolamento, suspense, trilha sonora marcante, historias macabras e sussurros/gritos no escuro.
Graficamente não é "uau", mas também não é ps2 e os efeitos da nevoa/chuva/iluminação são bem legais. Infelizmente tem framerate pra caramba, incomoda pacas e faz a gente ficar meio desorientado em alguns momentos.
Os cenarios são exatamente o que se espera de uma cidade fantasma, praticamente tudo em ruina e sujo. de vez em quando temos alguns lugares diferentes como uma caverna, a prisão e o outro mundo. Mas no geral ficamos na cidade, é uma pena ter muito ctrlC+ctrlV de objetos e ambientes, nada que sangre os olhos, mas é perceptivel.
A dublagem é boa, mas a expressão facial é praticamente nula, em alguns momentos são quase hilarias. A trilha sonora tem temas muito bons e com ar depré que te deixa pra baixo o tempo todo. Não tem o timbre experimental como ás musicas de Akira Yamaoka, mas tem um tom mais rustico com instrumentação mais acustica e intimista. Alias diria que o som tem um impacto importante no jogo. Muitos dos sustos vem dos "jump scares" que infernizam a nossa vida o tempo todo. Alguns legais e outros que são apelões na cara dura: Tipo num corredor, do nada uma Screamer se materializa e pula nas tuas costas ou cai alguma coisa. Ok, assusta, mas tem momentos que cansa um pouco, ao mesmo tempo te deixa a espreita por que o perigo pode surgir do nada, então no geral é uma coisa boa.
O combate que foi amplamente criticado, pra mim não achei ruim, é bem similar aos primeiros Dead Rising, tem seus problemas, mas no geral é funcional. Igual a Dead Rising temos armas degradaveis e é um saco! Certas "armas" como abajures e cadeiras se arrebentarem com facilidade é compreensivel, mas um pé de cabra é forçar a barra. Falando em armas, temos o gancho, caso queira acessar certas areas cuide bem dele, por que se quebra-lo, o Murphy não "alcança" escadas e raramente vai ter um por perto. Outra coisa chata é a limitação em alguns lugares, Murphy não pula alguns cavalete, mas outros ele pula sem problemas!? Não pula precipicios, tudo bem... mas não caminhar por uma rachadura no chão de 30 centimetros?!
Como de praxe em Silent Hill, o que os ocidentais tem pecado é sempre nos monstros que dificilmente conseguem fazer algo inconico como os niponicos (olha até rimou!). Todos são bem sem graça e não dão medo ou repulsa, apenas estao ali. E a pior calunia que poderiam ter inventado... Eles bloqueiam seus ataques! Não tem sentido, por que um monstro onde o unico proposito é matar, por que ele se defenderia? É UM MONSTRO! Tem o Void que faz a sessão de perseguições ocasionais, é legal e da uma tensão, mas não tem a mesma eficiencia que em Shattered Memories e seus monstros taradões. Um detalhe interessante que curte no jogo, dependendo de quantos monstros você mata, eles começam a fugir de ti e notasse eles com medo do Murphy.
Outra coisa que é boa, mas ao mesmo tempo nem tanto, ás missões secundarias. A grande maioria requer muito tempo perdido pra pouca recompensa e são legalzinhas. Tem duas que vale fazer: uma no esgoto que tem um momento ala Edgar Allan Poe e outra presenciamos um assassinato de trás pra frente. Mas na real são ás unicas realmente memoraveis. A real recompensa de explorar vem de encher o diario de fatos macabros, alguns bem pesados.
A dificuldade do jogo é bem fraquinha, na real só precisasse de persistencia e coração forte pra ir em frente (só os saves aleatorios que incomodam). Se quiser ficar de boa deixa o combate no fácil por que os monstros são apelões e sem misericordia. Os quebra-cabecas, eu achei meio confusos. Uns são tão faceis que tu se sente um idiota, outros não são dificeis, mas complicados e sem logica. Com exceção da peça de teatro no orfanato, esse me deixou impressionado como podemos fazer uma cena tomar vida juntando os elementos de cenarios, iluminação e som.
Para mim é o segundo melhor Silent Hill feito na gestão Tomm Hulett, consegui ter suspense e terror, mesmo com seus deslizes. Mais que obrigatorio pra qualquer fã da saga. Na real fiquei triste de pensar que talvez demore um bom tempo pra termos outro Silent Hill, ainda mais com a Konami cada vez mais se encaminhando pra outros setores e deixando o de games de lado.
É um bom jogo, a historia tem seu momentos, mas no geral é meia boca, mesmo que tenha uma mensagem bem interessante.
A jogabilidade em questão de "stealth" e "cover and shooter" é boa, não é tanto quanto Spec Ops: The Line, mas jogável. Hackear é apenas segurar o "X" e ligar canos, nada muito cerebral, mas a real que nem sei se poderia ter um sistema mais complexo que esse. Agora o que fode o cara é parte de dirigir, é terrível, manter o controle do carro é quase impossível e quanto mais rápido pior, então se quer evitar stress pega os carros populares e motos nas perseguições (ou se atira na água).
Em questão de "mundo livre" ele é mais "vivo", mas não é tanto assim, volta e meia começa se repetir npc com os atributos de um que você viu na outra esquina. A campanha em si é legal, mas a missões secundarias são muito repetitivas, mesma coisa que a campanha e sem variação nenhuma, então nem vale a pena fazer no geral.
Gráfico é bom, não é que eles promoveram, mas chamar de ruim é exagero, só achei as expressões faciais meio estranhas, a dublagem é sublime e trilha tem boas faixas.
No geral vale a pena, a campanha, missões secundárias são chatas e acrescentam muito pouco. mas ainda acho que seria um jogo bem superior se não fosse mundo aberto, tipo Max Payne 3.