domingo, 15 de janeiro de 2017

Dead Rising: Chop Til You Drop - Melhor do que dizem...

Comprei esse game mais pelo meu fanatismo pela franquia que por ele em si, na real não esperava nada dele e já estava vendo ele juntando poeira na minha estante. Mas sabe como é... "fã" é foda! E no final a experiência foi mais gratificando que eu esperava...

Pra um "port" do 360 pro Wii, onde temos bastante limitações de hardware, até que o Dead Rising foi bem "emulado", mesmo que o foco nesse seja mais usar armas de fogo que armas improvisadas, ou seja raramente usaremos tacos de basebol pra amansar os zumbis e sim, muito, mas muito armas, no meu caso, especificamente a Doze.
Algumas coisas mudaram, não temos mais que correr contra o tempo e fazer tudo em tempo, aqui tudo é mais linear. Tanto na questão de historia quanto gameplay, o que facilita para quem quer acompanhar a estória, mas ao mesmo tempo mata o fator de mundo aberto e escolhas, estamos de boa saindo da SAFE HOUSE pra matar alguns zumbas e o Otis vem encher o saco pra salvar alguém, aí entra a questão do TEMPO, onde antes tínhamos que correr pra chegar em TEMPO de salvar o sobrevivente, mas agora ele fica esperando e temos que ver em quanto TEMPO (Santa redundância!) demoramos pra salvar ele, ou seja eles são praticamente side-missions, e não ti da  a opção de salvar ou não, é obrigatório faze-las se não a historia não avança. De qualquer forma, tirando determinado Ranking ganhamos itens e dinheiro, pra comprar armas e upgrades. O que é meio estranho num apocalipse zumbi. (mas sabe... Lógica de video-game!)
O lance do level ainda existe, mas é bem menos cruel que no 360, na real quase nem faz diferença. 
Os zumbis são praticamente os mesmos, até impressionante o nível de detalhes deles, tem uma variação que vem correndo atrás da gente igual um viciado em cocaína (tem momentos que chega a assustar). Mesmo assim temos alguns inimigos novos: Poodles e papagaios zumbificados! E num determinado momento os papagaios carregam bombas, por algum motivo... Os psicopatas, não tem tanto nesse, diríamos que não tem nem metade do game original, mesmo assim três deles virem super-inimigos que ficam pipocando pelos cenários, são bem chatos por sinal, mas os poodles e papagaios são piores! 
A jogabilidade foi baseada na engine do RE4 do Wii, com algumas modificações, como não joguei, não posso falar muito sobre ás diferenças. Mas ressalto que é bem intuitiva e fácil de pegar o jeito. A historia é mesma do original, única diferença que é quase impossível não se fazer o final canônico, há não ser que queira, o que é legal! Em questão de som, eu achei que os grunhidos é muito alto em relação ao resto, mesmo ajeitando nas configurações continua sobrepondo demais ás músicas.

Muito se reclama do numero limitado de zumbis na tela e dos gráficos inferiores, bem é uma "portabilidade" pro Wii, e pra um jogo que vem de um hardware bem mais potente, ainda assim se traduziu bem a ideia original: De se matar zumbis sem moderação num ambiente calmo e feliz.

Resident Evil: Operation Raccoon City - Um bom 3rd person shooter, survivor nem tanto

E eu achava que Kane & Lynch 2 era injustiçado...

Depois de ver ás resenhas e avaliação dos fãs sobre o ORC (como é carinhosamente chamado na gringa), vejo que achei outro jogo que sofre mais pelas expectativas de quem jogou e não avalia os méritos dele em si. Ok, o jogo não é perfeito, mas o pior jogo da franquia? já jogaram Eat Lead... Pior IA que já viram? Não devem ter tido experiência de salvar os sobreviventes do Dead Rising 1. Diferente do original? E RE 5, 6 e provavelmente o 7 agora, são exatamente fieis a sua origem? De qualquer forma...

Ao meu ver esse foi um jogo que tinha um potencial muito bom, infelizmente a pressa dos desenvolvedores/capcom, nos entregaram um jogo incompleto. E é exatamente o que sentimos enquanto jogamos, tem ideias muito boas. Por exemplo, esse jogo poderia ser canônico, mas por causa do "fan-service". Inventaram de por o Leon, Claire, Jill e Carlos sem motivo algum valido, há não ser pra alimentar a nostalgia, que ironicamente já estava sendo alimentada através do fato de se passar em Ranccon City!? Se não tivesse esses personagens, ou eles simplesmente fossem visto em câmeras e não combatidos pelos agentes da Umbrella seria bem mais bala. Mas não, vai ser spin-off! Ou seja podemos detonar a linha temporal o quanto quisermos, por que no final de contas nada aconteceu. E nisso eu concordo, desapontou muito, mas o jogo é ruim?

Isso me deixou com um dilema interessante (não que já não tivesse pensado nisso antes). O que faz um jogo ser ruim? Bem, a meu ver, para um jogo ser ruim ele tem que falhar em dois quesitos: Primeiro: Jogabilidade, se ela é tão "ruim" a ponto de fazer o jogador desistir do jogo, aí sim é um problema. Eat Lead que já citei anteriormente, um péssimo shooter, a principal função é horrivelmente executada a ponto de ti fazer jogar o controle na parede. Meu segundo "quesito", pode bater o primeiro, ok a jogabilidade é ruim, mas "funcional". Em compensação a historia prende o jogador. Deadlly Premonition tem uma gameplay digamos nada "boa" ou instintiva, mas a estória é tão intrigante que suga a gente pro universo dela, ou seja não tem como não ficar curioso pra ver o final e relevamos suas imperfeições. Pra mim o ORC não tem a melhor gameplay do mundo ou estória, mas eu me diverti jogando ele, mesmo com seus problemas, e é deveras injusto ser aclamado como pior da franquia.

Vamos ver o lado positivo.
Os controles estão bem longe de serem ruins, para o que se propõem fazem o básico, não é Spec ops: the line, nem K&L2. Mas fazem o que se espera. O lance de podermos nos movimentar, esquivar é muito bom e principalmente atirar enquanto anda (aleluia!). Os cenários são nostalgia pura, passamos pela delegacia e o hospital e é muito legal rever esses ambientes, mesmo que não possamos explorar muito. Os efeitos de iluminação são muito bons, a luz das armas iluminando o ambiente, o corredores escuros, ás explosões, tudo adiciona um clima de RE no game. A trilha sonora eu achei legalzinha, o tema do menu é muito bom, mas a do jogo em si, é meio genérica. Os zumbis "lentos" são muito bons, tanto em questão de movimentação quanto de design, grande maioria deles puxado do RE2. Muita gente reclama do "infectados/corredores", mas não tinha isso no original! Cara, esse conceito foi introduzido no REMAKE, ou seja, o Crimson Heads tem sentido estar no jogo, claro que deixa um gostinho de Left4dead, mas e dai! Além disso, temos Lickers, hunters e um parasita (que falo com mais detalhes depois). Temos ainda o Spec-ops do governo que estão ali mais pra justificar o cover n' shooting que pra ter sentido na campanha. Os boss são praticamente o Birkin, Mr. X (Tyrant) e o Nemesis. E é legal, não são batalhas épicas tipos os clássicos, mas não comprometem.

E o lado ruim...
Os inimigos, indiferente de qualquer um deles são legitimas esponjas de balas, chegando ao ponto de praticamente gastarmos um pente de munição em um zumbi! A precisão da mira deixa a desejar, ainda o jogo sacaneia a gente sem medo de ser feliz: Acertamos na mosca a cabeça dos desgraçados e eles continuam vivos. WTF?!?!!? Sem contar que ficamos o tempo todo sem munição, ficar catando incomoda pacas. Talvez o que mais me incomode é o lance de "cover automático" que pode gerar certa confusão no inicio e o saco de ter que apontar e apertar "A" para pegar ás balas, isso deveria ser automático! Eu li/vi tantas resenhas falando mal da IA que estava esperando uma DR1 em nível de burrice artificial, e na real a IA tem seu momentos de jumento, tipo se atirar no fogo ou em bombas. mas sinceramente não é pra tanto, eles atiram nos inimigos e até ajudam (quando querem) bastante, só uma coisa muito ruim eles não nos levantam quando morremos e isso é um "poquito" frustrante. Um detalhe que ajuda, upe todos personagens, por incrível que pareça diminui o estress e ajuda bastante nas batalhas. O que falar dos parasitas roubados do Dead Space. Capcom qual a necessidade desse monstro? Outro lance chato é o volume das armas, muito alto e mesmo baixando nas opções continua sobrepondo tudo.

A "HISTORIA"...
O esquadrão WOLFPACK é chamado para ir junto com Hunk (Mr. Death) recolher o G-virus de William Birkin, como de praxe tudo da errado eles são acusados de terem iniciado a infecção na cidade e tem que achar uma maneira de resolver a situação. Ao mesmo tempo agentes do governo são mandados para cidade pra recolher informações e atrapalhar os planos da Umbrella. O esqueleto da estória não é tão fraco assim, na real com um pouco mais de esforço ficaria muito bom. 
Em vez da WOLFPACK ir escoltar o Hunk pra "recolher" o vírus, poderia ser: Eles indo descobrir o paradeiro dele após ser atacado por Birkin, sendo assim eles chegariam no ápice da epidemia, não achariam o Mr. Death, que segundo o eventos de RE2 estaria já providenciando um jeito de sair da cidade. Sobrando apenas a missão de recolher o máximo de informações e "limpar" o nome da Umbrella de qualquer indicação de envolvimento e eliminar qualquer pessoa que interfira nos seus planos. Não há necessidade de contato direto com Leon e Cia, mas eles poderiam ter noção da presença deles e até ver algum deles em ação, mas sem perder o foco da missão deles. Há sim, e os agentes do governo poderiam muito bem ser limados da trama, já que o governo em nenhum momento estaria preparado pra uma situação dessas. E isso sou eu pensando alto, mas infelizmente é apenas um spin-off...

Bem, voltando... Se curte jogos de ação em terceiro pessoa com alguns elementos de "terror", RE: ORC cumpre o que se propõem, mesmo com suas falhas é melhor que muitos jogos do RE, mesmo que sua fama diga o contrario.

Dead Rising 4 - Diversão acima de tudo

Eu fiquei sabendo que estava saindo o DR4 praticamente três meses antes, ou seja, não tinha muito “Hype” ou esperava que fosse um clássico instantâneo. O jogo te dá o que promete: Ama aniquilar zumbis de formas criativas? Gosta de combo-weapons? Adora usar ‘n’ roupas absurdas? Curti humor-negro e personagens absurdos? Toma tudo aditivado em mil por cento.

Dead Rising 4 não é um jogo incrível e não vai mudar nosso conceito de “nova geração”, mas leva o fator diversão acima de tudo. Isso pode ser tão bom quanto ruim, os fãs HARDCORE não irão gostar de certas mudanças, tipo o novo dublador do Frank West (isso se jogou na linguagem original), na falta de desafio do jogo, não termos mais limite de tempo e principalmente a falta de psicopatas. Vamos destrinchar por partes: 
1 – O dublador do Frank realmente deu uma performance muito boa (isso a versão em inglês). Ele realmente soube incorporar aquele misto de bad-ass e babaca adicionando um pouco do Ash do Evil Dead. Eu realmente gostei da atuação, mas ao mesmo tempo não entende a necessidade dessa mudança.
2 – Realmente há falta de desafio, é praticamente somos uma máquina de matar desde do level 1, o que tem sentido por que teoricamente Frank é o fodão no quesito sobrevivência. Mas no quesito de gameplay, fica meio caidaço. Mas isso me incomodou? Na verdade, não. Como um jogador “casual”, eu quero mesmo é me divertir, mas concordo que o jogo está fácil demais e ás boss fight (com exceção do último) são uma piada perto dos jogos anteriores.
3 – O limite de tempo, tinha seu lado positivo e negativo. Primeiro que se tinha muito mais liberdade no mundo do game. Escolher a missão certa para não perder ás outras levava um bom tempo de jogo (lembra um pouca a estrutura dos jogos antigos do Megaman). Ao mesmo tempo eu achava um saco perder certos elementos da estória, ou ter que escolher. Fico meio dividido, mas acho que não faz tanta falta assim.
4 – Agora substituir os psicopatas pelos maníacos, achei que não foi muito sábio. Nem temos uma cutscene para caracterizar eles. São personagens vazios que aparecem no mapa, nenhum deles é memorável. Com exceção do boss final, todos chefes são esquecíveis, eles lembram bastante os vilões de filmes de zumbis. Não são ruins, mas faltou capricho para deixar eles com personalidade.

Em contraparte a Capcom Vancouver, entregou tudo que prometeu. 
Ás combo-weapons são levadas ao extremo, para ser uma noção uma das armas é uma varinha mágica que transforma os zumbis em renas e presentes de Natal! Diferente do DR3 não há nenhuma arma que é apelona para arrecadar PP o tempo todo. Outra coisa que melhorou bastante foi a jogabilidade, muito mais dinâmica e frenética. Temos acesso a armas brancas, de fogo e granadas em tempo real: com os gatilhos usamos armas de fogo, X & Y usamos para bater com tacos ou que tiver e LB usamos granadas ou qualquer coisa que se possa jogar. E usar o Exosuit é muito bom, quase um Hulk simulator, pena que é pouco tempo (com exceção em alguns momentos) e ele aparece aleatoriamente no cenário. 
A ambientação diferente de DR3 é bem variada, podemos ia para uma zona rural, a cidade, fabricas e claro o shopping. E é gigante o mapa, muita coisa para achar, tipo eu finalizei o game e só tinha 49% explorado! 
Pela primeira vez eles quebraram o molde, toda história do DR: Começava com surto zumbi, nesse meio tempo temos que sobreviver enquanto esperamos o exército, logo governo dá uma data limite para evacuar a cidade antes de explodir tudo. Então descobrimos que o governo está envolvido e fazendo queima de arquivo. E agora temos que sobreviver e fugir sozinhos. De qualquer forma é bom termos algo novo, o roteiro em si é bom, mas peca no direcionamento e na forma que é contada. Temos momentos extremamente sérios ala SH2 e caímos no humor do nada. Me soa meio estranho, mas no geral é bom. 
A trilha sonora dos menus é muito boa, mas em compensação ás trilhas instrumentais do jogo inteiro são instrumentais bem insossas, como algumas ressalvas a grande maioria delas é esquecível, deveriam ter feito o oposto.

Dead Rising 4 não é um jogo que vai revolucionar ou marcar como o primeiro no 360, mas é um jogo bem divertido e mesmo com ás mudanças mantem a personalidade da franquia. E se é fã provavelmente já deve estar jogando... 

Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2 - Um mix de Harry Potter com Gears of War



Eu tenho uma tendencia a ter interesses por jogos bizarros, então quando fiquei sabendo desse 3rd person shooter do Harry Potter, tinha que jogar! 
Em questão de gameplay o segundo é muito superior a primeira parte, sendo que nesse cada "magia" é um tipo de arma (?!?!). Temos metralhadora, sniper, misseis, etc... No anterior elas praticamente não tinham diferença. A movimentação é típica Gears of War, claro não tão refinado quanto, mas cumpre o que promete. Na real acabamos misturando muito das magias para aumentar o efeito do dano e é divertido. Para quebrar a monotonia temos umas sessões que temos que escapar de determinado inimigo ou situação, é bem legal e ironicamente bem mais difíceis que ás "galerias de tiros". Sério, morri mais nessas sessões que no resto.
Em questão de historia, não posso dizer se é fiel a fonte, por que não vi os filmes e realmente joguei com o cérebro desligado, ou seja mau e porcamente prestei a atenção e pouco me senti interessado.
Graficamente é um pouco melhor que média, o que achei legal foi que temos quase nenhum loading e retries são extremamente rápidos. A trilha sonora é bem boa, mantem o clima da historia e anima.
O jogo em si não é genial, mas achei interessante essa leitura "Gears of War" no universo de Harry Potter, não sei se é fidedigno aos filmes/livros, mas em questão de um game em si, serve pra matar tempo.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

ALulas [2014]



"No Coins"
Come on people everybody is away
Little sunshine shines me through days
You don't want to but you can see her tonight
She's so happy and makes me feel alright

There is no one around today
There are no coins on the way
If she's found safe
There is no fun on the way

Comom people I'm Going insane
Gloomy sunday, I'm lost in the haze
I don't want it but gotta to see her tonight
So strange but we'll be alright

"Empty Fields of Me"
I getting tired of this
Help me to resist
I can't feel a thing
I barely can’t think

Oh no I can't fight tonight
This time love bites hard

You can't exist
Without my loveless twist
Less I give more you take
Empty fields of me

"Edipo's Complex"
Everybody should knows
you can see her through the mirror
And everyone just says
You're only children don't see it!

Why it's gonna wrong
We're turning them can see
That means decay
Our story has no glory

I'll be your father
You'll be my mother


Even you can't run
Any decision is a broken reason

I'll be your father
You'll be my mother

"Jesus, the Uke Player from Hell"
Jesus lies on cartoon's ties
Playing a lovely lullaby
Dizzy and stoned while he sings
Dry blood over the strings

Tease times over my way
Cover your mind as they say
Wish more, ashes of the lies
Live for a selfish sky

Learning, learning everything
Burning, burning holy ground
Playing n' sing, amazing the crowd
The church is melting, sun spins

"Evil Dancers"
Evil dancers take me away
I have a feeling never betray
They got answers under their mind
Such a feeling never dies!

She said take it away
Love is not for fakes

Depressive singers blued me all day
I lost my feeling I'll betray
My answers lies behind their eyes
I steal them till they die

"Vegan's Ballad"
Dancin' their song
Singing along
Bring your friends
To the party of mess

This can't be suddenly
Feed me and leave
Hard cuisine

They will judge
fork in their hands
chewing the leaves
Murders of trees

"Blackness"
I'm an ancient sign
Let me rise again
I can't hide my pride
Hopeless I pretend

I wonder the reason why
I'm so blind my friend
Speak to me oh wait
I can't hear my friend

Blackness live through me today
I lost again, I can't see your face

"You're So Realized"
Don't blame yourself
by your future hell
You're so realized

Have no much to say
Stepping on her grave
You're so realized

Every little girl
Playing her show
You're so realized

Lost in her dream
another life scheme
You're so realized

I have no chance to win
down on my knees
You're so realized

Theres no way to go
Leave it alone
You're so realized

"Signal & Noise"
Soon can you see it
a place to believe in
Sometimes I can see a thing
May you can reach her
By her believing
May I can live through it?

Summer can't heat you
Winter comes to please you
Sometimes I can see your face
You need something
Something to reach you
Sometimes a thing is everything

All Songs & Lyrics by ALulas

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Eu sou um compositor ou compulsivo?

Minhas músicas surgiram de forma gradual, muita delas no inicio mera copias dos meus ídolos, pedaços de acordes e tentativas de produzir algum som. Sendo um músico medíocre, nunca consegui tocar uma música inteira, sendo assim juntei minha arrogância e comecei fazer minhas músicas, se errasse ninguém se importaria mesmo... Mas mesmo assim, inicialmente só conseguia fazer o som, letras era algo difícil para mim, de certa forma tinha que se abrir bem mais do que apenas juntar duas notas e encharca em distorção. Minha adolescência sempre foi caótica e solitária, minha vida adulta não mudou muito, mas de vez em quando tenho meus momentos de luz. De qualquer forma música foi à válvula de escape que me manteve longe de uma navalha, além do meu orgulho. 
Conforme cresci notei que todos meus professores eram músicos frustrados, era muito depressivo (até para mim) e como Alan Moore já disse: “se eu não posso ganhar o jogo, não tenho por que competir”. Sendo assim desiste de professores (aprende muito pouco mesmo e sempre defende a tese que depois de se aprender afinar o instrumento e conhecer seus acordes o resto vem gradualmente) e de ser um músico.  Em vez disso comecei a desenvolver o que seria gravar minhas próprias musicas em mini-fitas cassetes (um presente da minha mãe) e fazer tablaturas num caderno (nada muito requintado). Então em plena idade de 18 anos, acumulava um total de 50 instrumentais, algumas boas que sobreviveram e outras que desapareceram, mas mesmo assim ainda faltava alguma coisa. Apenas tocar não era mais relevante, eu precisava me expor mais e principalmente expressar coisas que eu nem sabia que existia. Quando comecei a usar computador (eu relutei bastante em me atualizar, não sei bem porque) tomei coragem de usar programas e comprar um microfone vagabundo (Shire, imitação Paraguai do Shure). Eu tinha tanta vergonha das minhas músicas que botava a distorção no 1.000 e deixava meu vocal bem baixo, mas como eu estava na onda do rock alternativo o barulho de certa forma me dava segurança, ponto importante que nessa época eu joguei fora todas minhas composições  pré-18 anos fora , principalmente ás letras, lembravam uma época de paixonites adolescente que preferia esquecer. Como não conseguia fazer letras decentes me aprofundei na natureza de instrumentais e onomatopeias cantadas (existe isso?), algumas renderam canções tardias, mas grande maioria tinha aquela neblina de distorção e falta de direcionamento.
Num lance de brincadeira surgiu o “The Bear & The Military Men” entre a minha recém-admiração por canções folk. Inicialmente eu conseguia escrever letras, mas não eram completas e muita vezes apenas rascunhos incompletos. Em uma noite, mal dormida, me acordei ás 3 da manhã e digitei alguma coisa no meu celular, depois de algumas semanas eu acabei lendo a palavra e pondo no minha lista de prováveis nomes do projeto (o nome original não animava muito), das 10 o nome “ALulas” se destacou. Uma penca de pessoas me pergunta o que significa? Realmente não sei, acho que foi por isso que escolhemos esse entre os 10. O “AL” começou timidamente, com uma letra do Victor sobre uma piada interna dos nossos jogos de basquete e no cantor folk Cat Stevens. Tem um momento no show dele de 78 (eu acho) que ele fala: O que é esse grande sorvete no céu? Desse negocio eu adicionei o marshmallow e eventos apocalípticos numa viagem típica da nossa amizade de quase uma década. Assim nasceu o nosso “hit”, The Great marshmallow in the Sky, que no final nem teve nada a ver com a ideia original, mas de longe é uma que todo mundo gosta (não entendo bem porque).  Mas depois dessa, o interesse do Victor caiu e o AL ficou um tempo quieto, eu como esse doente que vive compondo fiquei no meu minúsculo quarto compondo esboços como “Happy Face”, “Dancing With The Grasshopper”, “To the Unknown” e assim por diante. Nos nossos jogos semanais eu mostrava ás demos e Victor voltou a se manifestar e lapidamos ás letras, que na real sempre foi a grande função dele no AL, ou seja, transforma minhas ideias e dar palavras certas ao que quero transmitir (o que nem sempre é fácil) e além do mais compomos algumas em parcerias. Querendo ou não o lance do humor lírico, não foi de proposito, mas nossa demência sempre nos puxava para esse lado, ironicamente ia mudar.

Assim feito tinha nove canções e mais algumas inacabadas, o primeiro disco ás gravações correram de boa, mas de certa forma meu parceiro de banda não tem o mesmo tesão que eu de “produzir” um pouco mais ás músicas, sabe o básico adicionar alguns elementos e dobrar vocais. No Love Nipples, ele tinha bastante paciência, mas aos poucos isso ia mudar e de certa forma fez o disco ficar só com nove faixas, por que se continuássemos gravando talvez nós teríamos matado um ao outro, provavelmente por isso ele até hoje odeie “Dancing With The Grasshopper” porque não via moral nenhuma em fazer todas aquelas bizarrices além de cantar. Falando em cantar. Eu sei muito bem que no inicio o Victor mais dublava que cantava, mas nunca me incomodou na real, sentia algo original que se pa nas minhas antigas composições faltava e pela primeira vez comecei a expor mais meu trabalho, foi o AL e o compositor/compositor Diego Medina que me inspiraram a deixar meus álbuns disponíveis na internet, na verdade o Medina me inspirou mais e o AL me deu a coragem de ver um projeto meu audível.
Mesmo com a encheção de saco de ambos, novas canções brotaram no período de natal/verão, agora eu estava muito influenciado por Beatles e total devoção ás letras de John Lennon, de certa forma compondo melhor, não tão dependente da muleta autoral do Victor e compondo mais como dupla mesmo, aquele lance de se juntar e ter uma ideia geral da letra em si. Dessa vez não tínhamos muito norte no que fazíamos, um dos meus erros foi querer fazer um hibrido do AL e meus projetos particulares, o que rendeu algumas canções legais, mas que de certa forma se perderam nas camadas de som que eu queria por, chegamos ao ponto de quase termos um terceiro elemento na banda, o que não deu certo. O cara tocava muito, mas não cantava e ás ideias dele eram muito longe da nossa orbita (no fundo acho que nasci para ser um instrumentista solitário). Então aos poucos coisas pessoais degastaram o disco que conseguiu ser menos que o primeiro com apenas seis faixas, que mixei depois de uns quatro meses por que estava com tanta raiva com o fim do álbum e da dupla que desenvolvi um projeto solo na linha do AL.
O nome do projeto foi inspirado pela namorada de um amigo, para ser mais preciso um comentário dele sobre ela. Enquanto ela dedilhava um violão e praticamente sussurrava uma letra de alguma cantora neo-folk que ela tinha me mostrado (ao qual não me recordo), ele chegou e pediu para ela cantar mais alto, conforme o pedido negado disse “Sinfonia de sussurros”. Em inglês fica mais legal, Whisper Symphony e esse nome grudou na minha cabeça. Em janeiro eu dissolvi o AL, muito porque o Victor queria se dedicar cada vez mais a sua namorada (logo eu também estaria na mesma situação) e como eu não tinha paciência de esperar muito, achei melhor terminar enquanto ainda a gente podia ficar de boa, das trinta canções apenas seis foram gravadas e ficariam num limbo por alguns meses.
O “Whisper” tinha um nome, mas não inspiração para render alguma coisa boa, mas conforme me apaixonei por alguma garota elas começaram surgir, de longe o primeiro disco é reflexo do que eu sentia com o relacionamento. A animação inicial, sexo, compartilhar ideias, assumir algo como seu, o medo de perder, ódio das manias e claro o inicio do fim (mesmo que o relacionamento não tenha acabado e continue se mantendo numa linha ténue de amor e ódio adicionado a total falta de compromisso).
Durante esse tempo editei o segundo do AL, Songs About Something Ep, desse “Summer Love” se destacou, em parte por causa de ser um dos poucos vídeos bons que fiz na vida e outra porque a música é tão louca e cheia de símbolos que é difícil não grudar na cabeça. A melhor citação que ouvi foi de um amigo foi que ela tem acordes demoníacos e outra que não é tão memorável, mas foi um comentário de uma pessoa alheia de que essa era a música “dela”, não me lembro de termos composto ela para alguém, mas mesmo assim, é legal...
Esse foi o puxão de eu e Victor trabalharmos novamente em algumas canções, com a lição aprendida no “Songs”, nosso lance era eu gravar todo instrumental em casa, fazer ás letras com o Victor e gravar os vocais depois.  O esboço original das letras foi meu e de longe é ás canções mais mal-humoradas que escrevemos. Muitas falando do meu relacionamento cada vez mais caótico e no fato de cada vez mais eu acreditar que vivia em algo que não deveria estar, mas ao mesmo tempo não quero sair (vish). Musicalmente é um bom disco, onde eu voltei a nossa forma original. Além do tema básico tem um pouco de humor negro em algumas faixas, mas no geral é um disco liricamente pesado, não que ache que alguém se importe com ás letras além de nós (ou talvez só eu), mas é bem depressivo ver como eu me sentia, ao mesmo tempo é o mais redondo desde o primeiro, o que me deu certo orgulho. Dai em diante eu notei que o AL é mais uma entidade que de vez em quando surge e cospe algumas canções e parei de forçar a barra e deixar rolar.
Eu poderia falar do Whisper e Devitto’s Dead ao qual gravei muitas coisas nesses quatro anos, mas vou me focar no que aprende e como formatei meu estilo de compor. Primeiro e mais importante não se preocupar se é bom ou ruim, não importa apenas grave. Cansei de ver que algo era bom meses/anos depois de ter gravado; Segundo, nunca sature demais, ou seja, quanto mais breve melhor, hoje condenso minhas ideias no menor formato possível; Terceiro sempre grave para si, não que opiniões não sejam importante, mas foda-se sabe. Eu não almejo sucesso, reconhecimento ou toda aquela babaquice, apenas quero fazer algo que sinta que seja puro e não deva nada a ninguém. Eu sei que é piegas, mas é assim que eu penso. Quarto, se você ama o que faz, invista em equipamentos, nada muito caro: Um microfone decente, uma mesa de som e obviamente instrumentos podem servir para traduzir aquele som de sua cabeça em algo real; Quinto isso é mais do lance pessoal, mas cara você vai morrer, mas graças a mãe internet, deixe seu material na rede, vai que daqui a 100 anos você seja igual aqueles músicos obscuros que são descobertos e tem algumas centenas de fãs, você vai estar morto, mas mesmo assim, a esperança de sua arte ser reconhecida mesmo que tardiamente, eu gosto dessa ideia...
Voltando ao AL, bem depois de três anos nos fizemos quatro canções que saiu num ep/ensaio chamado PapperCut, hã foi triste notar como estávamos enferrujados e ao mesmo tempo nesse eu quis me dedicar a mais musicar ás ideias do Victor. “Eu particularmente gostei de “Making Love With Death” e ”Befere It Hurts”, mas do resto vish... tão sem sal e sem inspiração. Há antes dessas, havia um ensaio de duas canções bem legais, ”Sea Song” (que provavelmente ainda vai ser gravada) e “Beggining” que por algum motivo estão por aí em demos e anotações de cadernos. Falando nisso o AL é o meu projeto que mais tem demos, esboços e letras alheias, mas pouco material gravado. Então provavelmente eu caio morto e não tenha posto tudo na rede.

Mas pensando no presente, onde estou me dedicando ao mix do novo do AL, teve alguns percalços, para variar várias músicas descartadas (que se juntam a mais de 30 canções não gravadas), letras depressivas com humor negro e a adição de dois instrumentos novos, não apenas voz e violão, alias não tem violão. O pouco que eu ouvi eu gostei, mas como meu gosto sempre foi meio duvidoso não confiaria muito.